Pau que nasce torto…tarde ou nunca se
endireita…
Sobre Vítor Pereira e a sua gestão na atual equipa
do FC Porto, com os seus desvaneios táticos e falta de pulso, acho que já não
vale a pena escrever muito mais...
Quando se pensava que a coisa estava a
encarreirar, existe sempre uma pedra, ou um contratempo a provocar, novo
solavanco e desorganização, retrocedendo a equipa, ao ponto de partida de início
de época.
A falta de pontaria, de lucidez e clareza nos objetivos, são algumas das "pechas" desta equipa de trabalho, e não só do seu treinador vigente.
Neste mundo competitivo, existem muitas equipas de
trabalho, que só funcionam em harmonia e simbiose de interesses e objetivos
comuns, quando acossadas do stress da vitória e pressionadas pela sede da
conquista, sobre um inimigo imaginário.
Quando na gestão da vitória, ou quando se
encontram num patamar superior ao dos seus inimigos ou concorrentes, revelam um
deficit enorme na clarividência do rumo e objetivos, pois não sabem nem estão
rotinadas na gestão do sucesso alcançado. Tem que destruir tudo, para qual fenix
renascida, reerguer-se das cinzas da sua própria destruição, e novamente
voltarem a resplandecer com o brilho das suas vitórias.
Este atual FC Porto, e na nossa modesta opinião,
sofre deste caso patológico.
Após uns brilhantes primeiros minutos de jogo
frente ao Manchester City, e que culminaram no golo simples e prático de Varela,
tudo se complicou. A equipa desceu no campo e na ocupação de espaços,
partiram-se as linhas, desorganizou-se no apoio próximo ao colega, e cada um dos
meninos da frente, com especial enfoque em Hulk, tentou abrir o leque dos seu
reportório técnico, abusando e de que maneira dos rodriguinhos e jogadas
individuais.
As suas constantes reclamações a meio da primeira parte, a solicitar a bola ao Álvaro Pereira ou ao James, foram o tiro de partida para o que se avizinhava.
As suas constantes reclamações a meio da primeira parte, a solicitar a bola ao Álvaro Pereira ou ao James, foram o tiro de partida para o que se avizinhava.
A escolha da via mais difícil para se chegar ao
golo, parece que está demasiado enraizada no sistema de jogo desta equipa. Na 2º
parte, Hulk, foi o mestre dessa gestão complicativa e artística, sem sentido
objetivo. Quando o caminho mais rápido era progredir direto à baliza procurando
isolar-se, escolheu sempre a contemporização, e a finta adornada, sobre mais um
ou outro defesa, até perder a bola, para a equipa contrária.
Irritante, até para o mais sereno e sossegado dos
adeptos azuis e brancos. Por isso e já nos últimos minutos de jogo, alguns
assobios tímidos para a prestação deste jogador. Em comparação, veja-se o 2º
golo do City. Simples e prático. O resto é conversa para boi dormir, ou nota
artística para chiclete discutir.
Conclusão;
Pois é caro leitor, Varela ontem demonstrou que
poderia ser um caso sério se lhe dessem essa oportunidade, pois para nós ele é muito melhor ponta de lança, do que algumas sagradas figuras que de azul e
branco se vestem. O golo de ontem e o golo que marcou ao Benfica o ano transacto, ou à Académica do diluvio, são bem elucidativos do nosso ponto de vista.

Por não ter estatuto de estrela da companhia, nem fazer ondas nem publicitar os seus amuos, torna-se o elo mais fácil para o treinador escolher, aquando das substituições, pois este é chiclete e os outros são para vender, quais pães adocicados e fresquinhos.
James, Hulk e Lucho, adorados pela plateia
assobiante do estádio do Dragão, e pelos Vip´s da comunicação social, que
produziram eles de extraordinário, no jogo de ontem?
Parabéns à claque do Coletivo. Durante todo o
tempo em que se desenrolou o jogo, foram inexcedíveis, com o seu fervor
clubístico e o humor do homem do megafone. Mesmo quando a equipa se perdeu,
nunca deixaram de manifestar o seu apoio à mesma.
Bom post.
ResponderEliminarEstou de acordo na maioria dos pontos que coloca aqui, talvez associe a baixa de produtividade da equipa ao enorme ritmo imposto desde o primeiro minuto e não a uma displicência ou recuo, no resto assino por baixo.