Os Invencíveis Azuis e Brancos: jardel

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quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Hulk, e a cumplicidade de um goleador.


Hulk e Falcao, constituíram uma dupla maravilhosa e histórica, que não tiveram paralelo na já longa caminhada desportiva do FC Porto, já que os dois goleadores em conjunto, foram agressivamente letais, para as defesas adversárias.

Esta dupla, passou a época de 2010-2011 a colocar a bola no fundo das balizas adversárias, assim como com a mesma alegria, a festejar o sucesso do companheiro, o que também não é muito comum, no mundo atual do futebol.

Para que no final ambos ficassem contentes, o colombiano foi o rei dos marcadores da Liga Europa, e o brasileiro da Liga Portuguesa.
Ao todo, esta dupla fantástica foi responsável por 74 golos.

Houve colaboração e cumplicidade entre ambos, na procura da obtenção dos melhores resultados quer em termos de equipa quer em termos pessoais, que lhes permitiu entenderem-se às mil maravilhas.

Na atual equipa do FC Porto, com qual dos jogadores Hulk poderia fazer uma parelha que lhe permitisse atingir o sucesso, que atingiu com Falcao?

C.Rodriguez? Pelo pouco que tem jogado, este necessita de marcar golos, para se afirmar em termos individuais, a fim de poder melhorar a sua situação contratual, e tornar-se mais “vendável”, já que está em fim de contrato.

Varela? Este desapareceu, e no pouco que jogou, nem deu a marcar nem marcou.

Djalma? Igual a C.Rodriguez, pois quer marcar golos de maneira a não ser descartado para o banco ou para a bancada.

James? Por ser ainda muito jovem, nota-se que também se quer afirmar, para melhorar o seu estatuto dentro da equipa, de maneira a que se torne uma das escolhas naturais do onze principal. Sintomático que na final da taça de Portugal do ano transato, tenha sido ele a concretizar em quase todas as jogadas que Hulk desenvolveu.

Como se pode verificar, os municiadores de jogo para o ponta de lança, atravessam todos uma crise de afirmação, que lhes conduz a pensarem em primeira estância em termos individuais, em vez de o fazerem para o conjunto. A todos estes problemas, acrescentamos a ansia que se vive neste FC Porto, que o transforma no bulhão das entradas e saídas de jogadores.

Por isso a questão do ponta de lança continuará a subsistir venha o mais pintado que vier. Ou resolvemos muito bem estes casos das linhas laterais, ou então continuaremos a viver desse extraordinário jogador de nome Hulk, que viverá dos lances fabricados por si, ou pelos seus companheiros da linha média, com preponderância para João Moutinho.

Gerir egos, não é fácil. Que o diga Villas Boas, e neste caso Vítor Pereira.

A rotação constante dos jogadores acima mencionados, na ânsia de a todos agradar, é que conduziu à situação que o FC Porto tem vivido, e que teve o seu expoente máximo no jogo da taça de Portugal, contra a Académica.

Novamente como exemplo;
Como ontem referimos, para que Messi, seja o supremo goleador e ganhe bolas de ouro, para além das suas capacidades e veia goleadora que o têm, necessita que outro colega se sacrifique e lhe conceda a preferência na concretização, não sendo individualista nem guloso.
Por isso, e na nossa opinião, mais do que Messi, quem deveria ter recebido a bola de Ouro deste ano, era Xavi, pela sua capacidade nata de jogar, de criar jogadas de golo, e de ter o elevado fair-play, de podendo arriscar no um contra um e marcar, conceder essa honra ao seu amigo Messi.

Outro exemplo, e agora no FC Porto;
Jardel marcou que se fartou no FC Porto, porque Capucho e Drulovic, não se importaram de ser os seus escudeiros. 
Isto porque se calhar houve alguém na organização, que os deve ter mentalizado, valorizado e acarinhado, para que o sucesso da equipa fosse alcançado.