Os Invencíveis Azuis e Brancos: luho

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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Porquê tanto nervosismo do FC Porto?


Acabou por ser um passeio à beira-Sado, ainda que um golo de Meyong, a quinze minutos do fim, tenha certamente assustado. Mas a realidade é que o F.C. Porto teve o adversário ideal afastar eventuais repercussões da derrota europeia com o Manchester City, e teve até a possibilidade de gerir o desgaste antes de novo confronto com a formação inglesa.

Frente a um Vitória de enormes fragilidades, sem sorrir há largos meses, o campeão nacional nem precisou de puxar dos galões para conquistar um triunfo que permite colocar alguma pressão no líder Benfica, que visita Guimarães nesta segunda-feira. Janko, Fernando e Varela marcaram os golos do triunfo azul e branco.

Janko fiel à numerologia
Na última deslocação (interna) antes do clássico, o «dragão» visitou um palco onde costuma ser feliz. O F.C. Porto não perde no Bonfim há 29 anos, e ironicamente foi o jogador com esse número nas costas que deu o primeiro passo para confirmar a tendência histórica.
Estavam cumpridos apenas três minutos quando Marc Janko inaugurou o marcador. De regresso à titularidade, o avançado austríaco só teve de aproveitar as facilidades concedidas pela defesa sadina. Moutinho teve toda liberdade para planear o cruzamento, no lado direito, e depois Janko apareceu no meio dos centrais, a concluir de cabeça (Ricardo Silva ficou pregado ao chão). Uma jogada que começou num lançamento de Sapunaru e acabou no fundo da baliza de Ricardo, as duas principais novidades entre as opções iniciais de ambos os técnicos.

O experiente guarda-redes destacou-se ao minuto 21, a negar o golo a João Moutinho. Antes, porém, já a equipa visitante tinha reclamado uma grande penalidade, por aparente corte com o braço de Ricardo Silva, na área (9m).
Sem chama, e a revelar as debilidades que são conhecidas, o Vitória só esboçou uma reacção aos 23 minutos, com Meyong a cabecear ligeiramente por cima, após lançamento lateral de Ney. Mas três minutos depois o F.C. Porto aumentou a vantagem, aproveitando novo erro sadino. Amoreirinha errou um passe em zona proibida e permitiu a Hulk lançar Fernando em velocidade, para o segundo golo.

Um pequeno susto, logo contrariado
Depois de ter perdido Neca por lesão, ainda na primeira parte (entrou Gallo), José Mota decidiu trocar Djikiné por Rafael Lopes ao intervalo. A intenção era tornar o Vitória mais ofensivo, mas sem grandes efeitos imediatos. O F.C. Porto foi controlando as operações, já a pensar nas futuras batalhas, com Vítor Pereira a substituir Lucho, Hulk e Moutinho.
A equipa da casa só deu um ar da sua graça a quinze minutos do fim quando Meyong, de livre directo, reduziu a diferença com uma bela execução. Os adeptos setubalenses animaram-se, mas quatro minutos depois o F.C. Porto sentenciou o encontro, com um golo de Varela.

Sapunaru ainda esteve perto do quarto golo, neste regresso à titularidade, quatro meses depois, mas acertou na barra, a dois minutos do fim.