Os Invencíveis Azuis e Brancos

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011


Nós temos um plano. Forte afirmação de Vitor Pereira, na antevisão do primeiro jogo como treinador principal do F.C.Porto, num jogo da Champions League.

Queremos fazer o melhor trabalho que pudermos, sendo o nosso objectivo atingir a próxima fase da prova. Estamos num crescendo de forma para atingir o sucesso.

Amanhã, os adeptos do F.C.Porto, vão voltar novamente a ouvir aquela empolgante e característica música da Champions League, pronuncio dos grandes jogos do Mundo do Futebol, e que já não se ouvia a ecoar pelos recantos do Dragão, após 12 meses de interregno, já que o clube azul e branco esteve envolvido na disputa da Uefa Europa League, 2010-2011.

Apesar de num passado recente o F.C.Porto raramente disputar esta prova, mais uma vez não deixou os seus créditos por mãos alheias, e após a disputa de excelentes jogos coroados com vitórias coloridas e por vezes expressivas, chegou à final de Dublin onde recolheu o troféu da prova, por nessa tarde, ter vencido a final contra o Sporting de Braga, por 1-0.

No final, O F.C.Porto recolheu assim mais um troféu europeu para as vitrines do Dragão, marcando ainda a diferença na prova, já que o ponta de lança da equipa, o Colombiano Falcao, foi o máximo goleador da prova, batendo o record do nº máximo de golos, que já durava há alguns anos, e que valeu ao jogador bem como ao clube azul e branco, uma transferência milionária para o Atlético de Madrid.

Assim, e após uma vitória retumbante no campeonato da Liga 2010-2011, O F.C.Porto conquista por direito próprio, a possibilidade de poder mostrar aos seus adeptos em pleno estádio do Dragão, o desfraldar do símbolo da Champions, bem no centro do terreno de jogo, acompanhado pelo envolvente som desse hino ao futebol disputado pelos grandes clubes europeus, dando entrada na prova rainha de clubes, que é a Uefa Champios League.

O primeiro embate do F.C.Porto na disputa de um grupo muito equilibrado e complicado, de acesso aos oitavos de final, será disputado amanhã às 19:45, no Dragão, contra o Shakhtar, que é treinado por essa velha raposa do futebol europeu, Mircea Lucescu.

 
Deixamos aqui um pequeno resumo da entrevista de Mircea Lucescu, no lançamento deste jogo, F.C.Porto-Shakhtar.

“Jornalista; - Você está na direcção do Shakhtar por um bom tempo, com a equipe tornando-se mais e mais forte ano após ano. O que é preciso fazer, para o Shakhtar, poder vencer a Liga dos Campeões?

M. Lucescu; Estamos falando de um grupo forte, em que três equipes têm boas chances de se classificar para a fase eliminatória. Por enquanto, nosso objetivo é conseguir o mesmo na próxima rodada. Eu não acho que agora estejamos prontos para vencer a Liga dos Campeões. É um trabalho muito longo e sério que precisa ser feito passo a passo. No momento, é importante poder ter um bom desempenho numa partida contra um clube forte. Eu não acho que a ausência de Rolando e Guarin seja um problema para o Porto já que todos os seus jogadores são muito bons. Amanhã, vamos ver um jogo entre duas equipes fortes, disputada por excelentes valores individuais ".

Jornalista; Hulk é um jogador muito forte, como você estará a pensar para ou anular o mesmo?
M. Lucescu; Além do Hulk, também existem outros grandes jogadores no Porto. Portanto, não estamos apenas focados em anular o Hulk. O que nos preocupa mais é o centro do campo, porque todos os ataques são iniciados a partir daí. Isto é o que vamos poder dedicar numa atenção especial da equipa, a esse facto.

Jornalista; Qual é a sua opinião sobre Porto?
M. Lucescu; Não estamos aqui para discutir o Porto. Durante um período de dois anos, houve pequenas mudanças no Porto, os jogadores são excelentes. Esta equipa, tem grande potencial de ataque.

Jornalista; O que espera pessoalmente deste jogo?M. Lucescu; Este jogo é muito importante para nós. Nós esperamos um bom futebol. Entretenimento, é algo que amanhã terá que haver em abundância.

Quanto ao árbitro do encontro, atenção redobrada à atuação do mesmo, pelo facto abaixo mencionado e que favorece o adversário do F.C.Porto.

Felix Brych foi é o árbitro da partida. Thorsten Schiffner e Mark Borsch irão ajudá-lo, a dirigir a partida, contando ainda com Gunter Perl, como o quarto árbitro. Os árbitros assistentes adicionais são Peter Sippel e Christian Dingert.
Será terceira vez que Felix Brych dirigirá uma partida do Shakhtar. Atenção que nas partidas dirigidas por Felix Brych, o Shakhtar derrotou o Olympique de Marseille em abril de 2009 e eliminou o SC Braga em Dezembro de 2010. Ambas as partidas terminaram em vitórias, com o resultado por 2-0 para o FC Shakhtar Donetsk.

domingo, 11 de setembro de 2011

A obra prima.

Depois da jornada de futebol deste último sábado, gostaríamos de referir algumas considerações, sobre as incidências e peripécias resultantes de alguns dos jogos, deixando já bem claro que se calhar as mesmas resultaram inconscientemente do que se passou em termos de jogo jogado no desafio da 6ª feira passada, entre o F.C.Porto e o Vitória de Setúbal.

Comecemos então por referir o caricato da situação no jogo entre o Benfica e o Vitória de Guimarães, em que num jogo só são apontados 3 penáltis, sendo que 2 deles são marcados no espaço de 2 minutos de diferença entre ambos, e todos beneficiando a mesma equipa, que neste caso foi o Benfica. Não nos vamos debruçar nem discutir se os mesmos foram bem ou mal assinalados, com muitas ou poucas dúvidas na disputa dos jogadores sobre a bola.

O que vamos referir é o surreal e o lírico da situação, em que no final do jogo o treinador da equipa da Luz, Jorge Jesus, vem a terreiro e a plenos pulmões afirmar com toda a sua convicção característica «Não foram três, foram quatro penáltis!» e após tão convincente afirmação, parte para a sua explicação sobre tão perfeita contabilidade que resume a sua visão dos 90 minutos de jogo; «Houve quatro penalties, três marcados e um que não foi. Há um cruzamento do Emerson em que a bola bate no braço do Alex. Os outros três são grandes penalidades, já tive oportunidade de os ver. Acontece muitas vezes quando os defesas se encolhem ou quando põem a mão na cara e a bola vai lá. O Duarte Gomes esteve bem. Um jogo não tem muitos ou poucos penáltis, tem aqueles que acontecerem. Se alguém tem de reclamar é o Benfica porque havia quatro grandes penalidades. Se calhar, daqui a um tempo, a equipa técnica do Guimarães vai perceber que foram quatro»

Bom, mas o mais engraçado desta situação, é que a equipa adversária reagiu no sentido contrário, e para demonstrar a sua competência sobre o assunto, lá veio o Presidente do Guimarães, metendo o nome do F.C.Porto ao barulho, no sentido de reforçar o quanto tinha sido prejudicado, retorquir que o campo foi demasiado inclinado a favor da equipa adversária do Guimarães, com a brilhante afirmação:

«Foi demasiado tendencioso. É lamentável tudo o que se passou. Já no primeiro jogo houve um penalty que não existiu. Desta vez tivemos dois penáltis inexistentes. Temos andado calados, mas vamos começar a ver as coisas de outra maneira. Contra o F.C. Porto foi como foi, e agora voltámos a ser prejudicados. É mau de mais para ser verdade.»

Resumindo, enquanto os vencedores e com receio do reforço da distancia para o líder do campeonato que neste caso é o F.C.Porto, agradece e reforça o papel desempenhado pelo árbitro, já que em 3 situações conseguiram marcar 2, que lhes permitiu vencer o adversário por 2 a 1, os vencidos reforçam e apelam ao sentimento anti-F.C.Porto, para clarificar o quanto foram prejudicados pelo árbitro. O hilariante da situação é que ambas as equipas se socorrem do papão F.C.Porto para justificar as incidências do jogo, sendo elas a favor ou contrárias, ao resultado final.

Na nossa modesta opinião, o culpado do desnorte que se viu quer no jogo do Benfica – Guimarães, quer no jogo Paços de Ferreira – Sporting, em que os de verde e branco recuperam em 20 minutos de jogo de uma situação desfavorável de 2-0 para 2-3, após a expulsão forçada de um jogador do Paços, é mesmo do F.C.Porto e dos seus 45 minutos finais contra o Vitória de Setúbal.

Para quem tanto apregoou e chorou que o F.C.Porto sem Falcao, seria um alvo fácil de abater, deve ter ficado espantado e nervoso, por aquilo que a equipa do F.C.Porto, fez nos desafios contra o Leiria que jogou mais a frente e levou 5, e contra o Vitória de Setúbal, que mesmo estacionando o autocarro de 2 andares em frente a sua baliza, levou 3, mas que poderiam ser 6. Ainda mais nervosos e atarantados devem ter ficado, após o visionamento da obra prima que foi o 2º golo do F.C.Porto, contra o V. Setúbal, que aqui deixamos em “desenho”. Se os resultados deste fim de semana, não fossem positivos para os 2 grandes de Lisboa, então é que seria um berreiro em toda a comunicação social, com a afirmação de que o futebol português estaria pelas ruas da amargura.

Vamos acompanhado as cenas dos próximos capítulos, desta liga 2011-2012, esperando voltar a ter momentos brilhantes e momentos cómicos, que nos farão sorrir a bom sorrir, com situações rocambolescas e hilariantes como vimos neste sábado passado em alguns dos jogos. Até lá deliciem-se com a obra prima do 2º golo do F.C.Porto, primeiro de El Bandido, contra o Vitória de Setúbal. É com lances destes, que os clubes enchem estádios em tudo o mundo. 

Como mudar a visão, mediante a cor da camisola!

Ontem, o árbitro do Benfica-Guimarães, não teve dificuldades de visão, ao assinalar penáltis por lances em que a bola de jogo bate nos braços ou nas mãos dos jogadores adversários da equipa da Luz.
Contudo, ainda recentemente já que foi numa das últimas jornadas do campeonato passado, este mesmo árbitro revelou uma dificuldade atroz em verificar e punir tão exemplarmente, os lances de jogar a bola com as mãos, protagonizados por jogadores equipados de vermelho.

Mediante estes factos, só nos resta questionar se este árbitro, não sofrerá de uma qualquer doença autista, que não lhe permita reconhecer os jogadores que se equipam com a cor vermelha, quando os mesmos praticam atos semelhantes e não são sancionados, mas quando praticados por outras cores são prontamente assinalados.

Haveria de ser engraçado, assistir a um jogo de futebol dirigido por este senhor, em que ambas as equipas se pudessem equipar de vermelho, ou branco e vermelho. De futebol, passariam a Andebol.

Para que consiga esclarecer qualquer dúvida sobre estas atitudes, deixamos aqui um pequeno resumo, que atesta a variância que este árbitro tem, no juízo que faz dos mesmos factos.

Ainda se autoproclamam como “juízes”, e querem ser profissionalizados.


sábado, 10 de setembro de 2011

Porto é a melhor equipa de Portugal.

Depois destas declarações, esperemos que Bruno Ribeiro, continue a ser o treinador do Vitória de Setúbal, desejando-lhe os maiores sucessos na sua curta carreira de treinador principal.

Se já tínhamos simpatia pelo mesmo, pelo seu trabalho na salvação do Vitória de Setúbal, hoje reforçou a sua categoria ao ter mostrado novamente toda a sua coragem, sem medos de qualquer espécie, pelas declarações que fez na conferência de imprensa após a derrota da sua equipa o Vitória de Setúbal, por 3 bolas a 0, contra o F.C.Porto.

Esta noite, jogámos contra uma grande equipa, de muito valor. Entrámos bem, a trocar bem a bola, mas o F.C. Porto depois teve duas bolas na barra, motivou-se, cresceu muito no jogo, ganhou e está de parabéns. Mas tenho de realçar que o F.C. Porto teve de lançar o Moutinho e teve de lançar o Hulk.

Vendaval de golos, com ferros a tremer no Dragão!

Hoje no Dragão, o F.C.Porto proporcionou aos seus adeptos e apoiantes um belíssimo recital de futebol contra o Vitória de Setúbal, com 2 momentos bem distintos em termos de filosofia de jogo. Na primeira parte, o F.C.Porto apresentou-se em posse de bola e com muitas tabelas e passes entre os seus elementos, mas tudo num ritmo algo lento e denunciado, misturado com algumas confusões na ocupação dos espaços. Mesmo assim, o F.C.Porto numa toada calma, lá foi empurrando o autocarro que a equipa do Vitória de Setúbal colocou em campo, na esperança de proteger todos os caminhos para a sua baliza.

Com o passar do tempo, os jogadores do Setúbal foram-se colocando cada vez mais dentro da sua grande área defensiva, já que a equipa do F.C.Porto apresentava-se cada vez mais asfixiante na procura da bola, uma vez que tinha as suas linhas muito subidas, e com isso cortava o mais possível os espaços, não permitindo ao Setúbal sair em posse da sua defesa para o ataque. A meio da primeira parte, chegamos a ver 2 ou 3 jogadores do Setúbal a colocarem-se dentro da sua baliza, na vontade de defender o resultado e o seu guarda redes, Diego, o melhor jogador do Vitória Setúbal, a suster todo o ímpeto de ataque do Porto. Nesta fase do jogo, sobressaiu mais uma vez “El Bandido” James Rodriguez , no papel de grande maestro do jogo, uma vez que as jogadas mais perigosas do ataque do F.C.Porto, partiam dos seus pés.

Mesmo num jogo algo confuso, o F.C.Porto foi capaz de enviar 3 bolas aos ferros da baliza defendida por Diego, com manifesta sorte para este último, e para grande infelicidade de Sousa, Rolando e de Kléber. Na verdade, o lance finalizado por Kléber é o mais vistoso da primeira parte, em que este após uma desmarcação primorosa, faz um remate cruzado, apanhando o guarda redes desprevenido que se ajoelha, quando a bola é rematada de baixo para cima, embatendo com estrondo na barra. Refira-se que após a bola ter saído, Diego levanta-se e dando uma palmada na trave, agradece aos Santos, a virgindade das suas redes, já que o resultado se mantinha teimosamente num nulo.

Bem a 2ª parte deste jogo, é outra história com a entrada de Moutinho para o lugar de Sousa, que diga-se em abono da verdade, até estava a fazer um bom jogo. Mas como disse Vítor Pereira, retirando um fixo e colocando 2 volantes a transportar bola e a criar linhas de passes, a primeira estrutura defensiva do autocarro do Setúbal, foi-se desmoronando, porque se marcavam Bellushi, sobravam Moutinho ou Defour ( bela exibição do Belga, quase coroada com um golo, se não fosse mais uma excelente defesa de Diego a negar –lhe o feito), para lançar o perigo no seu último reduto.

Aos 52 minutos, o momento de abertura do ferrolho da baliza de Setúbal. Numa insistência de Belluschi na procura da bola, esta sobra para Moutinho, que acariciando a mesma, aplica-lhe um potente remate de fora da área, rasante à relva, em direção ao canto inferior do poste esquerdo da baliza de Diego, e apesar do seu estiraço, foi sem possibilidades de defesa.

Estava feito o mais difícil.

Contudo, o Setúbal que até a altura em que sofreu o primeiro golo, pouco se tinha interessado em atacar a baliza do FCP, encheu-se de brios e apesar de uma oferta da defesa do F.C.Porto, mais uma por falta de agressividade na procura da bola, João Silva não foi capaz de bater a valia e experiência confirmada de Helton.

Vítor Pereira, sentindo o adormecimento da sua equipa, lança Hulk no desafio por substituição de Kleber. Em boa altura o fez, porque a partir desse momento, a mais valia técnica da equipa veio ao de cima, com jogadas vistosas e bem delineadas pelo meio campo e ataque do F.C.Porto.

O expoente máximo desse período é a obra prima do 2ª golo, concretizada por James Rodriguez, mas abrilhantada e açucarada por Hulk com um passe de calcanhar, após desmarcação primorosa de Bellushi, que tinha recebido na entrada da área, um passe de Defour, a rasgar a primeira muralha da linha defensiva.

Com este 2º golo, o que restava de capacidade defensiva do Vitória de Setubal esbateu-se, chegando o F.C.Porto ao 3º golo através de um remate de fora da área protagonizado por Belluschi que tanto tinha trabalhado na procura do mesmo.

Como dizia Vítor Pereira na conferência de imprensa após o jogo, e depois de um enorme elogio a Hulk, “por este ter demonstrado toda a sua humildade e valia de craque, já que se disponibilizou a ficar no banco de suplentes e quando chamado a jogar demonstrou mais uma vez toda a sua classe, virtuosismo e alegria em disputar o jogo”, que esta equipa do F.C.Porto é mesmo recheada de grandes e belíssimos jogadores.

Por esse facto, e mediante a capacidade técnica de cada elemento da equipa, existem hoje mais variantes na concretização dos lances de ataque do F.C.Porto, sinal disso são os 2 golos de remates de fora da área, deixando assim as equipas adversárias com dificuldades de marcação aos finalizadores, já que qualquer um deles o pode ser, e com qualquer tipo de lances organizados ou individuais de ataque.


Em resumo, belo jogo de futebol muito bem disputado, com momentos e lances para todos os gostos e interesses, e no qual depois do que vimos, só podemos esperar grandes alegrias e grandes conquistas, por parte dos de azul e branco equipados.