Os Invencíveis Azuis e Brancos

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sábado, 24 de setembro de 2011

A falta de sorte, contra a "pujança" física.

Num jogo disputado com alguma virilidade por dois dos pretendentes a serem o “campeão” desta liga 2011-2012, o resultado premeia a persistência e sorte de uns, em detrimento do pouco asserto e deixa andar de outros.

O F.C.Porto, inicia o jogo numa toada de grande acutilância e pressão alta, não deixando o Benfica construir jogo como gosta com as suas arrancadas de trás para a frente. Nesse período de maior domínio azul e branco, com alguns lances de belo futebol, Kleber demonstrou mais uma vez que ainda está longe de ter o instinto matador que Falcao apresentava, pois falhou um golo certo, após um belíssimo passe de Varela, por ter optado por um remate fraco, quando se pedia mais rapidez na execução.

Após este momento menos positivo, a equipa azul e branca não baixou os braços e continuou a praticar o mesmo estilo de jogo, até que e novamente ao tentar tirar partido das laterais do Benfica, consegue numa disputa mais acesa da bola, conquistar uma falta, cometida por Maxi sobre Palito, junto a lateral da grande área do Benfica. Na cobrança do livre, Guarim coloca a bola em jeito na cabeça de Kléber, que ao primeiro poste remata em jeito da esquerda para a direita, enviando a bola para o poste mais distante, batendo o sortudo guarda redes Artur, num belo gesto técnico, concretizando a cobrança do livre, num belo golo.
Com este golo, ficava assim clarificado o maior ascendente ofensivo do FCPorto. Contudo, e após o golo, o FCPorto que poderia ter continuado a pressionar aumentando ainda mais a agressividade na procura da bola e na dilatação do resultado, tirando partido de alguma da desorientação e ansiedade do Benfica, estranhamente o FCPorto recua nos últimos minutos da primeira parte, concedendo alguma iniciativa de jogo aos visitantes, baixa o ritmo de jogo até ao intervalo do jogo, gorando-se assim a hipótese de causar mais mossa na equipa visitante.

Após o arranque da segunda parte e animados pelo resultado que se mantinha na diferença mínima e que não espelhava com mais clareza o que se tinha passado na primeira parte, o Benfica acreditou que tinha chegado o seu momento de disputar o jogo, pois tinha tido a sorte de apesar de estar a perder, não ter sofrido um resultado mais elevado, e que seria mais justo para aquilo que se tinha passado na primeira parte. Entrou assim o Benfica com mais arrojo e interesse em chegar mais rápido à baliza do seu adversário, enquanto que pelo contrário a equipa de azul entrou numa toada mais calma e contemplativa do que se estava a passar, para depois poder resolver. Numa das suas jogadas habituais de trocas de bola em progressão rápida, consegue o Benfica concretizar em golo, um lance que passando a bola por vários jogadores azuis e brancos com possibilidade de matar o lance, nenhum dos jogadores o conseguiu efectuar, terminando a mesma nos pés de Cardoso que ganhando a posição a Palito, consegue contornar Helton, que se fez ao lance algo atabalhoado, mas que por isso não consegue evitar que a bola lhe passe por baixo do corpo, entrando a mesma na sua baliza, colocando assim o resultado numa igualdade a um golo para cada lado.

O FCPorto não se desuniu, e pouco tempo depois e mais uma vez após algum ascendente na linha lateral da grande área, a bola é enviada para Varela que dentro da grande área do Benfica e rodopiando sobre si, envia a mesma para a frente da baliza, aparecendo Otamendi a concretizar com toda a defesa do Benfica bem como Artur completamente batidos pela brilhante execução de Varela, virando assim o resultado para o FCPorto, em 2-1.

Nesta altura, J.Jesus viu que a sua equipa estava a perder pressão e faz entrar Saviola, por substituição de Aimar, bem como o famoso "chuta-chuta" por Nolito, dando assim mais frescura e agressividade ao seu meio campo, que estava a ser completamente batido pela construção e triangulações do meio campo do FCPorto.

Para nós é neste momento, que o FCPorto perde os 3 pontos e a vitória do jogo, pois Vítor Pereira, mexeu mal ao retirar Guarim do campo, quando 2 minutos antes o mesmo Guarim, quase consegue o 3º golo, ao efectuar um chapéu, ao guarda redes do Benfica, que por sorte e pela sua boa rapidez de resposta, consegue socar a bola para canto, quando a mesma se preparava para entrar no canto superior esquerdo da sua baliza.

A entrada de Bellushi, por substituição de Guarim, não acrescentou nada de novo ao jogo atacante do FCPorto, pois Hulk já se arrastava ha muito dentro do campo, sendo imitado por Kléber e por Varela, que já não desciam ao seu meio campo defensivo desguarnecendo os seus colegas laterais no seu papel defensivo.

Com a falta de músculo e de choque no meio campo do FCPorto, o Benfica aproveitou-se da situação, pois J.Jesus nunca abdicou dos seus 2 trincos, ganhando a luta do meio campo à equipa de azul e branco. Assim, foi num lance rápido daqueles que os jogadores do Benfica gostam, em que embalados do seu meio campo defensivo, ganham metros e percorrem o meio campo do Porto sem obstrução, e numa troca rápida entre Cardoso, que endossa a Saviola, que sem olhar coloca a bola no lado contrário onde aparece em velocidade Gaitan, que em corrida ganha o lance ao desamparado e cansado Fuccile, que num remate com o peito do pé e de baixo para cima, coloca a bola fora do alcance de Helton, mas tendo a felicidade de a enviar à barra, e que caprichosamente a mesma ganha efeito ao mudar o seu movimento para baixo, entrando na baliza do FCPorto, alterando novamente o resultado para um empate, mas agora para um 2 a 2, que se manteria até ao final do jogo.

Este empate final, foi claramente um resultado enganador para o que se passou durante os 90 minutos de jogo, já que o mesmo castiga a equipa que mais lances ofensivos e oportunidades criou, em detrimento de uma que em 3 remates à baliza consegue marcar 2 golos.

Neste primeiro post sobre este desafio, não mencionamos a arbitragem, pois a mesma e mediante a quantidade de decisões erradas e estapafúrdias que tomou, com claro prejuízo para quem mais atacou e tentou jogar ofensivamente, merecem um post individual que tratará desse assunto.

Como é possível, questionamos nós, considerarem um individuo que não tem presença nenhuma dentro do campo, e que claramente teve influência no resultado ao ser conivente mais uma vez, com a equipa que praticou lances de agressão pura e que roçaram a violência sem os ajuizar nem sancionar, mas que se praticados ao de leve e em disputa da bola, por jogadores de azul e brancos vestidos, eram prontamente assinalados com a falta e respectiva amostragem de cartões disciplinares, um dos melhores, senão mesmo, o melhor árbitro português?
Inacreditável.
Imaginem o que não se diria desta pobre personagem, se o beneficiado fosse um clube que se equipa de azul e branco?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Escondem de uma mão, o que a outra faz.


“Nem os comentários de 3 especialistas, no jornal que o presidente do Porto costuma passear debaixo do braço expressam unanimidade”
Como título da sua prelecção, um tiro no adversário, para demarcar bem a sua distância e reforço de isenção e sabedorias.
Será que o autor de tão brilhante título, ainda pensa que os leitores actuais não sabem qual a cor clubista de alguns dos doutos juízes, “opinadores” do tal jornal referido como inimigo, pelo acumular histórico dos seus actos enquanto juízes de campo, bem como pelas transcrições das suas afirmações e argumentações passadas, sobre alguns dos lances analisados?
 “Estes cenários dão jeito. Convidam a prolongadas e ocas discussões, a ruidosos e empoeirados debates, mas, esgotado o entusiasmo, tudo continua como antes até cena de próximo capitulo, como convém a quem pretende que as questões essenciais e verdadeiramente importantes se mantenham inertes por destras destas densas nuvens, muito confusas e pouco esclarecedoras. A transparência incómoda e a verdade assustam os opositores da mudança. Entreter o povo com minudências é uma das estratégias normalmente utilizadas pelos que esgrimem com argúcia a separação entre o ser e o parecer, os que escondem de uma mão o que a outra faz. Assim tem sido ao longo dos anos…”
Afirmações realizadas, por quem ainda sonha ser o único dos encartados da bola portuguesa, e que se arvora em sumidade do assunto, já que defende a cor do clube da maioria, dizem eles, e que se dá ao jeito de se transformar em arma de arremesso, contra os “arreliadores” da sua (deles), verdade desportiva bem cristalina.
Depois de ler estas sábias e prosápias frases, a nossa mente não se conteve e desatou enorme gargalhada sonora, de um prazer imenso, percebendo que o autor das mesmas, tentou esconder mais uma vez por entrepostas e “densas nuvens”, o que no seu âmago e nos seus delicados fígados se revolviam, “e a verdade assustam os opositores da mudança”.
As vitórias do F.C.Porto, são mesmo algo que o incontido autor, não suporta escrutinar nem vivenciar e muito menos reconhecer, pois “esgotado o entusiasmo”, e com redobradas forças, se lança em cruzadas guerreiras, na vã esperança que os festejos não se voltem a repetir de azul e branco engalanados, apagadas as luzes e libertados os repuxos de água, rematando com a afirmação, “ os que escondem de uma mão o que a outra faz”.
Será que escreveu este discurso, estando a mirar-se ao espelho?
P.S. Hulk respondeu-lhe na 3ª feira passada, com uma bomba de 30 metros de distância...
É dentro do campo com honestidade, competência e paixão, que se ganham os jogos, e não com toques de bola, efectuados com a barriga!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Muralha furada à bomba, por Hulk!

 
Esta noite, no primeiro embate de gigantes desta Liga dos Campeões, o FC Porto apesar de ter entrado com o pé esquerdo no jogo que o opunha ao Shakhtar Donetsk, termina em felicidade, pois conseguindo dar a volta ao resultado do jogo, ao bater os seus adversários por 2-1, acaba por se colocar na liderança do Grupo G.

O campeão português entrou mesmo com o pé esquerdo, já que nos primeiros momentos do jogo, sendo feliz na obtenção de uma grande penalidade, por derrube a James Rodriguez, mas azarado na sua concretização, por infelicidade de Hulk, que pretendendo colocar a bola fora do alcance do guarda redes, acabou por acertar com estrondo na base do poste do lado esquerdo da baliza, gorando-se assim uma oportunidade flagrante, de consolidar o jogo atacante da sua equipa.

Nos instantes seguintes, 12 minutos de jogo, e quase na sequência da marcação da penalidade, o azar continua a perseguir a equipa do F.C.Porto, já que Luiz Adriano coloca o adversário ucraniano na frente do marcador, depois de um erro de principiante cometido por Helton, que não conseguindo segurar um remate de fora da área, perde a bola para o rápido avançado do Shakhtar, que sendo feliz no ressalto que a bola faz nas costas do guarda redes do Porto, acaba por empurrar a mesma para dentro da baliza, dando assim vantagem à sua equipa no jogo.

Tudo isto se passou, dentro do primeiro quarto-de-hora de jogo. A meio da primeira parte e a mais de 30 metros, e na marcação de um livre frontal à baliza, Hulk dispara um fabuloso remate de raiva, que bate o desamparado guarda redes do Shakhtar, que apesar de ainda ter tocado na bola, não consegue desviar a mesma das redes da sua baliza, pela potencia, velocidade e colocação do remate, ao canto superior da sua baliza.

A 5 minutos do final da primeira parte, o F.C.Porto recupera um pouco mais da sorte do jogo, após um arranque algo complicativo e penoso, já que o defesa Rakitskiy, viu o cartão vermelho direto, por uma entrada muito dura às pernas de João Moutinho, facilitando assim um pouco mais, o trabalho do F.C.Porto neste desafio.

Na 2ª parte, apareceu novamente e bem, o menino do costume de seu nome James Rodriguez, que nas suas constantes desmarcações pelas diferentes posições de ataque do F.C.Porto, consegue numa das suas características jogadas, enfrentando sem medo os adversários diretos, ganhar a linha de fundo no lado esquerdo, mete magistralmente a bola por entre 2 defesas da equipa de Donetsk, entregando a mesma a Kléber que só teve que encostar para facturar o seu primeiro golo nesta edição da Liga dos Campeões, e concretizar a reviravolta do marcador a favor do F.C.Porto.

Com mais um jogador em campo, e revelando uma lentidão de processos, o F.C.Porto foi deixando passar o tempo, sem grandes complicações, já que o Shakhtar remeteu-se a uma toada mais defensiva, espreitando aqui e ali o contra-ataque rápido, que é a sua especialidade.

Esteve o F.C.Porto mais perto de aumentar o marcador, após mais um remate de James, El Bandido, que mais uma vez esbarrou com estrondo na barra da baliza do Shakhtar, tudo isto depois de mais um expulsão no jogo, desta vez de Dmytro Chygrynskiy, por acumulação de amarelos.

Garantida mais uma vitória, nos jogos de arranque da Liga dos Campeões, valeu pelo resultado, o F.C.Porto vai agora no dia 28 de Setembro a casa do FC Zenit, que perdeu esta noite em Chipre por 2-1 o desafio que o opunha ao Apoel, e ainda viu Bruno Alves ser expulso por acumulação de amarelos.

Homem do jogo; James Rodrigues, quem mais poderia ser.
Destacamos ainda, Hulk que esteve muito lento a decidir, mas que mais uma vez foi providencial, com o seu potente remate, e João Moutinho, que apesar de não ter concretizado os vários remates, ganhou muitas bolas e ajudou a asfixiar um pouco mais o meio campo do adversário.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


Nós temos um plano. Forte afirmação de Vitor Pereira, na antevisão do primeiro jogo como treinador principal do F.C.Porto, num jogo da Champions League.

Queremos fazer o melhor trabalho que pudermos, sendo o nosso objectivo atingir a próxima fase da prova. Estamos num crescendo de forma para atingir o sucesso.

Amanhã, os adeptos do F.C.Porto, vão voltar novamente a ouvir aquela empolgante e característica música da Champions League, pronuncio dos grandes jogos do Mundo do Futebol, e que já não se ouvia a ecoar pelos recantos do Dragão, após 12 meses de interregno, já que o clube azul e branco esteve envolvido na disputa da Uefa Europa League, 2010-2011.

Apesar de num passado recente o F.C.Porto raramente disputar esta prova, mais uma vez não deixou os seus créditos por mãos alheias, e após a disputa de excelentes jogos coroados com vitórias coloridas e por vezes expressivas, chegou à final de Dublin onde recolheu o troféu da prova, por nessa tarde, ter vencido a final contra o Sporting de Braga, por 1-0.

No final, O F.C.Porto recolheu assim mais um troféu europeu para as vitrines do Dragão, marcando ainda a diferença na prova, já que o ponta de lança da equipa, o Colombiano Falcao, foi o máximo goleador da prova, batendo o record do nº máximo de golos, que já durava há alguns anos, e que valeu ao jogador bem como ao clube azul e branco, uma transferência milionária para o Atlético de Madrid.

Assim, e após uma vitória retumbante no campeonato da Liga 2010-2011, O F.C.Porto conquista por direito próprio, a possibilidade de poder mostrar aos seus adeptos em pleno estádio do Dragão, o desfraldar do símbolo da Champions, bem no centro do terreno de jogo, acompanhado pelo envolvente som desse hino ao futebol disputado pelos grandes clubes europeus, dando entrada na prova rainha de clubes, que é a Uefa Champios League.

O primeiro embate do F.C.Porto na disputa de um grupo muito equilibrado e complicado, de acesso aos oitavos de final, será disputado amanhã às 19:45, no Dragão, contra o Shakhtar, que é treinado por essa velha raposa do futebol europeu, Mircea Lucescu.

 
Deixamos aqui um pequeno resumo da entrevista de Mircea Lucescu, no lançamento deste jogo, F.C.Porto-Shakhtar.

“Jornalista; - Você está na direcção do Shakhtar por um bom tempo, com a equipe tornando-se mais e mais forte ano após ano. O que é preciso fazer, para o Shakhtar, poder vencer a Liga dos Campeões?

M. Lucescu; Estamos falando de um grupo forte, em que três equipes têm boas chances de se classificar para a fase eliminatória. Por enquanto, nosso objetivo é conseguir o mesmo na próxima rodada. Eu não acho que agora estejamos prontos para vencer a Liga dos Campeões. É um trabalho muito longo e sério que precisa ser feito passo a passo. No momento, é importante poder ter um bom desempenho numa partida contra um clube forte. Eu não acho que a ausência de Rolando e Guarin seja um problema para o Porto já que todos os seus jogadores são muito bons. Amanhã, vamos ver um jogo entre duas equipes fortes, disputada por excelentes valores individuais ".

Jornalista; Hulk é um jogador muito forte, como você estará a pensar para ou anular o mesmo?
M. Lucescu; Além do Hulk, também existem outros grandes jogadores no Porto. Portanto, não estamos apenas focados em anular o Hulk. O que nos preocupa mais é o centro do campo, porque todos os ataques são iniciados a partir daí. Isto é o que vamos poder dedicar numa atenção especial da equipa, a esse facto.

Jornalista; Qual é a sua opinião sobre Porto?
M. Lucescu; Não estamos aqui para discutir o Porto. Durante um período de dois anos, houve pequenas mudanças no Porto, os jogadores são excelentes. Esta equipa, tem grande potencial de ataque.

Jornalista; O que espera pessoalmente deste jogo?M. Lucescu; Este jogo é muito importante para nós. Nós esperamos um bom futebol. Entretenimento, é algo que amanhã terá que haver em abundância.

Quanto ao árbitro do encontro, atenção redobrada à atuação do mesmo, pelo facto abaixo mencionado e que favorece o adversário do F.C.Porto.

Felix Brych foi é o árbitro da partida. Thorsten Schiffner e Mark Borsch irão ajudá-lo, a dirigir a partida, contando ainda com Gunter Perl, como o quarto árbitro. Os árbitros assistentes adicionais são Peter Sippel e Christian Dingert.
Será terceira vez que Felix Brych dirigirá uma partida do Shakhtar. Atenção que nas partidas dirigidas por Felix Brych, o Shakhtar derrotou o Olympique de Marseille em abril de 2009 e eliminou o SC Braga em Dezembro de 2010. Ambas as partidas terminaram em vitórias, com o resultado por 2-0 para o FC Shakhtar Donetsk.

domingo, 11 de setembro de 2011

A obra prima.

Depois da jornada de futebol deste último sábado, gostaríamos de referir algumas considerações, sobre as incidências e peripécias resultantes de alguns dos jogos, deixando já bem claro que se calhar as mesmas resultaram inconscientemente do que se passou em termos de jogo jogado no desafio da 6ª feira passada, entre o F.C.Porto e o Vitória de Setúbal.

Comecemos então por referir o caricato da situação no jogo entre o Benfica e o Vitória de Guimarães, em que num jogo só são apontados 3 penáltis, sendo que 2 deles são marcados no espaço de 2 minutos de diferença entre ambos, e todos beneficiando a mesma equipa, que neste caso foi o Benfica. Não nos vamos debruçar nem discutir se os mesmos foram bem ou mal assinalados, com muitas ou poucas dúvidas na disputa dos jogadores sobre a bola.

O que vamos referir é o surreal e o lírico da situação, em que no final do jogo o treinador da equipa da Luz, Jorge Jesus, vem a terreiro e a plenos pulmões afirmar com toda a sua convicção característica «Não foram três, foram quatro penáltis!» e após tão convincente afirmação, parte para a sua explicação sobre tão perfeita contabilidade que resume a sua visão dos 90 minutos de jogo; «Houve quatro penalties, três marcados e um que não foi. Há um cruzamento do Emerson em que a bola bate no braço do Alex. Os outros três são grandes penalidades, já tive oportunidade de os ver. Acontece muitas vezes quando os defesas se encolhem ou quando põem a mão na cara e a bola vai lá. O Duarte Gomes esteve bem. Um jogo não tem muitos ou poucos penáltis, tem aqueles que acontecerem. Se alguém tem de reclamar é o Benfica porque havia quatro grandes penalidades. Se calhar, daqui a um tempo, a equipa técnica do Guimarães vai perceber que foram quatro»

Bom, mas o mais engraçado desta situação, é que a equipa adversária reagiu no sentido contrário, e para demonstrar a sua competência sobre o assunto, lá veio o Presidente do Guimarães, metendo o nome do F.C.Porto ao barulho, no sentido de reforçar o quanto tinha sido prejudicado, retorquir que o campo foi demasiado inclinado a favor da equipa adversária do Guimarães, com a brilhante afirmação:

«Foi demasiado tendencioso. É lamentável tudo o que se passou. Já no primeiro jogo houve um penalty que não existiu. Desta vez tivemos dois penáltis inexistentes. Temos andado calados, mas vamos começar a ver as coisas de outra maneira. Contra o F.C. Porto foi como foi, e agora voltámos a ser prejudicados. É mau de mais para ser verdade.»

Resumindo, enquanto os vencedores e com receio do reforço da distancia para o líder do campeonato que neste caso é o F.C.Porto, agradece e reforça o papel desempenhado pelo árbitro, já que em 3 situações conseguiram marcar 2, que lhes permitiu vencer o adversário por 2 a 1, os vencidos reforçam e apelam ao sentimento anti-F.C.Porto, para clarificar o quanto foram prejudicados pelo árbitro. O hilariante da situação é que ambas as equipas se socorrem do papão F.C.Porto para justificar as incidências do jogo, sendo elas a favor ou contrárias, ao resultado final.

Na nossa modesta opinião, o culpado do desnorte que se viu quer no jogo do Benfica – Guimarães, quer no jogo Paços de Ferreira – Sporting, em que os de verde e branco recuperam em 20 minutos de jogo de uma situação desfavorável de 2-0 para 2-3, após a expulsão forçada de um jogador do Paços, é mesmo do F.C.Porto e dos seus 45 minutos finais contra o Vitória de Setúbal.

Para quem tanto apregoou e chorou que o F.C.Porto sem Falcao, seria um alvo fácil de abater, deve ter ficado espantado e nervoso, por aquilo que a equipa do F.C.Porto, fez nos desafios contra o Leiria que jogou mais a frente e levou 5, e contra o Vitória de Setúbal, que mesmo estacionando o autocarro de 2 andares em frente a sua baliza, levou 3, mas que poderiam ser 6. Ainda mais nervosos e atarantados devem ter ficado, após o visionamento da obra prima que foi o 2º golo do F.C.Porto, contra o V. Setúbal, que aqui deixamos em “desenho”. Se os resultados deste fim de semana, não fossem positivos para os 2 grandes de Lisboa, então é que seria um berreiro em toda a comunicação social, com a afirmação de que o futebol português estaria pelas ruas da amargura.

Vamos acompanhado as cenas dos próximos capítulos, desta liga 2011-2012, esperando voltar a ter momentos brilhantes e momentos cómicos, que nos farão sorrir a bom sorrir, com situações rocambolescas e hilariantes como vimos neste sábado passado em alguns dos jogos. Até lá deliciem-se com a obra prima do 2º golo do F.C.Porto, primeiro de El Bandido, contra o Vitória de Setúbal. É com lances destes, que os clubes enchem estádios em tudo o mundo.