Os Invencíveis Azuis e Brancos

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pinto da Costa, volta a ganhar.


O Tribunal Criminal de Lisboa absolveu, esta segunda-feira, Pinto da Costa do crime de ofensa a pessoa colectiva. Em causa, estavam declarações do dirigente do F.C. Porto consideradas pelo tribunal como exercício da liberdade de expressão.

O Tribunal Criminal de Lisboa absolveu, esta segunda-feira de manhã, Pinto da Costa, bem como a jornalista Felícia Cabrita, ambos arguidos no processo por ofensa a pessoa colectiva, acusados pelo Ministério Público.

Em causa, estavam as declarações do presidente do F.C. Porto na biografia «Luzes e Sombras de um Dragão», escrito pelas jornalistas Felícia Cabrita e Ana Sofia Fonseca, na qual Pinto da Costa compara o Ministério Público à PIDE.

"Não estou para viver num país onde a revolução de Abril acabou com a PIDE para agora a ver substituída pelo Ministério Público", afirma Pinto da Costa no livro.

Esta segunda-feira, o Tribunal Criminal de Lisboa considerou as declarações feitas no âmbito da prerrogativa da liberdade de expressão, referindo-se não a factos, mas um juízo de valor.

Quando em Dezembro de 2006, foi publicado o livro "Eu Carolina", da autoria da ex-namorada do presidente do FC Porto, com a colaboração de uma professora e da jornalista Leonor Pinhão, o procurador-geral da Republica, tendo conhecimento da obra, resolveu criar uma equipa especial para investigar todos os casos do famoso "Apito Dourado". A para desta decisão o procurador determinou que todos os procuradores do Ministério Público, deveriam recorrer de todas as decisões dos juízes contrárias às teses da Procuradoria. Todos estes casos com acusação do MP, acabaram arquivados pelos juízes na fase de instrução, ou confirmados na relação. 

Apesar destas 5 vitórias, caso FC Porto-E.Amadora, Beira - FC Porto, Nacional-Benfica, Bofetada em Carolina, e agora o mais recente no crime de ofensa ao MP, fica ainda pendente um sexto caso referente ao inquérito por alegados crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais, que também é decorrente dos relatos de Carolina Salgado, envolvendo a transferência de jogadores da era Mourinho, e supostos depósitos de dinheiro na Suíça e off-shores. 

Em 2009, a Procuradora especial explicou que a investigação seria muito complexa, prevendo-se uma duração de três anos, terminando o prazo em 2012.

Continua assim, a saga de Pinto da Costa e do FC Porto, na luta pela defesa da sua honra pessoal e do clube por si dirigido, nos anos das mais prestigiadas conquistas, protagonizadas por uma equipa de futebol, em Portugal.

Um dia, na história deste fantástico País, ficarão registadas com orgulho, as grandes epopeias e valorosos feitos protagonizados por uma equipa de azul e branca vestidos, quais habitantes de uma aldeia gaulesa, rodeada pelas tropas romanas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pressão? Quem tem um El Bandido, só pode vencer.


Vítor Pereira, treinador do F.C. Porto:
«Fizemos o nosso trabalho, vencemos, somámos três pontos, por isso vamos continuar o nosso caminho e a colocar pressão em que vai na frente. Sinto que temos uma palavra a dizer e vamos continuar a fazer a nossa parte.»

O FC Porto voltou ao trabalho nesta segunda-feira com Hulk em tratamentos. O avançado brasileiro lesionou-se no decorrer do jogo com o Rio Ave e, de acordo com os portistas, sofre de uma distensão muscular na coxa esquerda.


Na véspera, os azuis e brancos informaram que Hulk estava a contas com uma mialgia, mas nesta segunda-feira remetem para uma distensão, um problema um pouco mais grave. O FC Porto não indicou tempo de paragem.

Guarín, Emídio Rafael e Djalma estiveram ausentes da sessão, embora por motivos diferentes. O colombiano esteve limitado ao ginásio, o português em repouso e o angolano está ao serviço da selecção, que prepara a Taça Africana das Nações.

Nesta terça-feira, o treinador Vítor Pereira orienta novo treino, pelas 10h30, no Olival e à porta fechada. Às 13h00, o técnico vai abordar a partida com o Estoril, a contar para a Taça da Liga.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Fabuloso James, a marcar a diferença.


Pouco habituado, nos últimos tempos, a olhar para o cimo da tabela classificativa e encontrar lá alguém, o FC Porto reagiu da melhor maneira à liderança no campeonato perdida na semana passada, vencendo o Rio Ave, por 2-0, num jogo em que começou com cinco pontos de atraso para o Benfica, que minutos antes havia derrotado o Vitória de Setúbal. O resultado da Luz não afectou os campeões nacionais, nem mesmo as ausências de João Moutinho, castigado, e Djalma, que partiu para a CAN. Vítor Pereira apostou em Defour para o lugar do internacional português, enquanto James rendeu o angolano. O belga começou, inclusive, por ser um dos mais dinâmicos no passe e na construção de jogo, e o colombiano foi sempre um quebra-cabeças para a defensiva vila-condense.

Apesar de ter mais jogadores no meio-campo, o Rio Ave jogou com o quarteto defensivo muito adiantado, provocando enormes desequilíbrios, bem aproveitados pelo FC Porto. Com James de um lado e Cristian Rodríguez do outro, a equipa de Vítor Pereira tentou aproveitar os espaços, procurando a velocidade de Hulk, ficando a sensação que o primeiro golo poderia ser uma questão de minutos. Porém, perto da meia hora de jogo os dragões perderam o Incrível. Uma lesão afastou-o do jogo, obrigando o treinador portista a mexer na equipa. Entrou Kléber, mantendo-se o desenho táctico, mas com menos velocidade e menor capacidade de explosão. Apesar disso, o FC Porto quis demonstrar que não estava Hulkdependente. Continuou a praticar um futebol ofensivo, com maior posse de bola e, mesmo com Belluschi e Defour pouco agressivos na hora de recuperar bolas, viram o adversário com enorme dificuldade para chegar à baliza de Helton.

O golo de James acalmou os adeptos portistas e percebeu-se logo que, ou o Rio Ave aparecia transfigurado na segunda parte, ou arriscava sofrer mais alguns golos.
Com o FC Porto cada vez mais ofensivo e à procura do 2-0, o Rio Ave continuou a sentir os mesmos problemas. Já sem um apagado Jorginho - ovacionado pelos adeptos do FC Porto no regresso ao Dragão -, a equipa de Vila do Conde nunca conseguiu assumir o comando do jogo. Helton passou mais tempo a jogar com as mãos do que com os pés, e João Tomás, apesar do esforço, jogou mais fora do que dentro da área portista. Raramente servido em condições de tentar o golo, o ponta-de-lança só teve uma ocasião para tentar o golo, num lance no período de descontos e que originou a expulsão de Rolando. Antes disso, muito antes, já os dragões tinham chegado ao 2-0, num lance concretizado por James. O colombiano aliou a inteligência ao talento e, numa combinação com os dois pés, deixou Tiago Pinto pelo caminho e voltou a bater o brasileiro Huanderson. Mais um belo momento do esquerdino.

Com o segundo golo, ficou novamente a sensação que o FC Porto podia embalar para um resultado mais volumoso, mas a falta de pontaria ou as intervenções do guarda-redes do Rio Ave impediram um resultado que daria uma maior e mais justa expressão do que aconteceu ao longo do jogo. Os dragões bem tentaram, perante um adversário que pouco fez e que, curiosamente, não conseguiu um único canto ao longo do jogo. Com este triunfo, o FC Porto não só impediu que o líder fugisse, como registou o 54º jogo sem perder no campeonato.

Continua a perseguição ao líder.


Video resumo do jogo;http://www.youtube.com/watch?v=mJ8X83WEqP8

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Varela e Iturbe, de retorno aos escolhidos.


Iturbe e Varela regressaram à lista de convocados do FC Porto para a recepção ao Rio Ave, enquanto o brasileiro Danilo ficou fora das opções.

Os dois avançados ocupam as vagas de João Moutinho, suspenso devido a acumulação de cartões amarelos, e Djalma, ao serviço da selecção de Angola, a disputar a Taça Africana das Nações.
O defesa Danilo, contratado ao Santos (Brasil), permanece de fora das opções, apesar de já treinar há uma semana com os portistas. O FC Porto ainda espera o certificado internacional do brasileiro.
Para a 15.ª e última jornada da primeira volta da Liga, Vítor Pereira conta com todos os restantes jogadores que defrontaram o Sporting e empataram em Alvalade.
O jogo com o Rio Ave disputa-se no Estádio do Dragão, sábado, às 20h30, e será arbitrado por Marco Ferreira, da Associação de Futebol da Madeira.

Convocados
Guarda-redes: Helton e Bracali.
Defesas: Maicon, Álvaro Pereira, Rolando, Mangala, Alex Sandro e Otamendi.
Médios: Belluschi, Cristian Rodriguez, Souza, Fernando e Defour.
Avançados: Kléber, Hulk, Varela, James e Iturbe.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Hulk, e a cumplicidade de um goleador.


Hulk e Falcao, constituíram uma dupla maravilhosa e histórica, que não tiveram paralelo na já longa caminhada desportiva do FC Porto, já que os dois goleadores em conjunto, foram agressivamente letais, para as defesas adversárias.

Esta dupla, passou a época de 2010-2011 a colocar a bola no fundo das balizas adversárias, assim como com a mesma alegria, a festejar o sucesso do companheiro, o que também não é muito comum, no mundo atual do futebol.

Para que no final ambos ficassem contentes, o colombiano foi o rei dos marcadores da Liga Europa, e o brasileiro da Liga Portuguesa.
Ao todo, esta dupla fantástica foi responsável por 74 golos.

Houve colaboração e cumplicidade entre ambos, na procura da obtenção dos melhores resultados quer em termos de equipa quer em termos pessoais, que lhes permitiu entenderem-se às mil maravilhas.

Na atual equipa do FC Porto, com qual dos jogadores Hulk poderia fazer uma parelha que lhe permitisse atingir o sucesso, que atingiu com Falcao?

C.Rodriguez? Pelo pouco que tem jogado, este necessita de marcar golos, para se afirmar em termos individuais, a fim de poder melhorar a sua situação contratual, e tornar-se mais “vendável”, já que está em fim de contrato.

Varela? Este desapareceu, e no pouco que jogou, nem deu a marcar nem marcou.

Djalma? Igual a C.Rodriguez, pois quer marcar golos de maneira a não ser descartado para o banco ou para a bancada.

James? Por ser ainda muito jovem, nota-se que também se quer afirmar, para melhorar o seu estatuto dentro da equipa, de maneira a que se torne uma das escolhas naturais do onze principal. Sintomático que na final da taça de Portugal do ano transato, tenha sido ele a concretizar em quase todas as jogadas que Hulk desenvolveu.

Como se pode verificar, os municiadores de jogo para o ponta de lança, atravessam todos uma crise de afirmação, que lhes conduz a pensarem em primeira estância em termos individuais, em vez de o fazerem para o conjunto. A todos estes problemas, acrescentamos a ansia que se vive neste FC Porto, que o transforma no bulhão das entradas e saídas de jogadores.

Por isso a questão do ponta de lança continuará a subsistir venha o mais pintado que vier. Ou resolvemos muito bem estes casos das linhas laterais, ou então continuaremos a viver desse extraordinário jogador de nome Hulk, que viverá dos lances fabricados por si, ou pelos seus companheiros da linha média, com preponderância para João Moutinho.

Gerir egos, não é fácil. Que o diga Villas Boas, e neste caso Vítor Pereira.

A rotação constante dos jogadores acima mencionados, na ânsia de a todos agradar, é que conduziu à situação que o FC Porto tem vivido, e que teve o seu expoente máximo no jogo da taça de Portugal, contra a Académica.

Novamente como exemplo;
Como ontem referimos, para que Messi, seja o supremo goleador e ganhe bolas de ouro, para além das suas capacidades e veia goleadora que o têm, necessita que outro colega se sacrifique e lhe conceda a preferência na concretização, não sendo individualista nem guloso.
Por isso, e na nossa opinião, mais do que Messi, quem deveria ter recebido a bola de Ouro deste ano, era Xavi, pela sua capacidade nata de jogar, de criar jogadas de golo, e de ter o elevado fair-play, de podendo arriscar no um contra um e marcar, conceder essa honra ao seu amigo Messi.

Outro exemplo, e agora no FC Porto;
Jardel marcou que se fartou no FC Porto, porque Capucho e Drulovic, não se importaram de ser os seus escudeiros. 
Isto porque se calhar houve alguém na organização, que os deve ter mentalizado, valorizado e acarinhado, para que o sucesso da equipa fosse alcançado.