Os Invencíveis Azuis e Brancos

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Será este FC Porto capaz de ter um ato de superação?


O cronómetro assinala o minuto 72 quando Olisadebe marcou o golo que gelou o Estádio das Antas. Mourinho pediu calma às bancadas, enquanto deixava o relvado, e logo de seguida avisou que a procissão ainda ia no adro. Uma semana depois, em Atenas, Derlei marcava os dois golos que deram forma à única reviravolta conseguida fora de casa, pelo FC Porto, depois de uma derrota na 1º mão. Se a esta reviravolta, juntarmos a do ano passado conseguida em pleno estádio da Luz, para a Taça de Portugal, temos aqui dois belos exemplos que Vítor Pereira pode e deve utilizar, para motivar e empolgar a equipa para a vitória em Manchester, e para o arranque do que resta das competições ainda em disputa.

“Os actuais jogadores do FC Porto, tal como nós naquela altura, sabem que tem de dar sempre tudo e, frente ao City, terão de dar ainda um pouco mais que o normal.”
Palavras de Derlei, que referiu ainda que na sua opinião, “Os Dragões tem condições para virar o resultado, pois só precisam de querer, querer muito.”

Quanto a Mário Silva, que em conjunto com Derlei, fez parte da tal equipa que conseguiu realizar a reviravolta em Atenas, referiu-se às hipóteses do FC Porto frente ao todo o poderoso Manchester City, com um conselho; “O que posso dizer é que acreditem, como nós acreditamos. Com o valor que têm, sabem com certeza que é possível dar a volta. Têm é de acreditar que é possível."

Depois de todos os azares com ausências, lesões e paixões dos apitos, que foram neste ano comprometendo por momentos os objectivos deste FC Porto, parece que neste arranque do ano Chinês do Dragão, o mesmo poderá trazer aos Azuis e Brancos as boas energias e convicções, dando a entender que estamos num período de viragem do campo do azar para o campo da sorte, como ainda ontem se viu em Guimarães.

De um momento para o outro, tudo é assim ainda possível de conquistar. Mesmo o que à partida nos parecia ser extremamente difícil de o ser. Se assim não o fosse, bastaria atentar nas afirmações de Joe Hart, guarda redes do City, para atestar que os mesmos também o sabem muito bem, e temem a capacidade de superação desta equipa do FC Porto.

“Eles podem gostar de estar em desvantagem, porque vão jogar sem pressão, e podem vir para cima da nossa equipa. Deve ser um jogo entusiasmante. Não podemos desperdiçar uma vantagem que deu tanto trabalho a conseguir.”

Haja confiança, convicção e muita muita fé na capacidade individual de cada um e que cada um reforce as capacidades da equipa, para que a mesma consiga dar a volta às situações adversas com que se vai deparar, e esteja compenetrada no que deve fazer e se mantenha alheada de todo o ambiente concorrente, que a irá envolver, tendo em mente um único objetivo. Vencer!

O controlo emocional dos jogadores portistas no duelo contra o City, será a chave para rapidamente a equipa do FC Porto poder ambicionar chegar a vitória neste desafio da Liga Europa, e com isso ganhar um ascendente enorme e revigorante, para o próximo combate contra o dono do estádio do apagão ( já tremem com o bafo do Dragão )

Quem nos diz que a história não se repete duas vezes?

Eu acredito que o click, é possível, e o vai ser já neste próximo desafio.

E você, caro adepto e leitor portista, também acredita?


domingo, 19 de fevereiro de 2012

Porquê tanto nervosismo do FC Porto?


Acabou por ser um passeio à beira-Sado, ainda que um golo de Meyong, a quinze minutos do fim, tenha certamente assustado. Mas a realidade é que o F.C. Porto teve o adversário ideal afastar eventuais repercussões da derrota europeia com o Manchester City, e teve até a possibilidade de gerir o desgaste antes de novo confronto com a formação inglesa.

Frente a um Vitória de enormes fragilidades, sem sorrir há largos meses, o campeão nacional nem precisou de puxar dos galões para conquistar um triunfo que permite colocar alguma pressão no líder Benfica, que visita Guimarães nesta segunda-feira. Janko, Fernando e Varela marcaram os golos do triunfo azul e branco.

Janko fiel à numerologia
Na última deslocação (interna) antes do clássico, o «dragão» visitou um palco onde costuma ser feliz. O F.C. Porto não perde no Bonfim há 29 anos, e ironicamente foi o jogador com esse número nas costas que deu o primeiro passo para confirmar a tendência histórica.
Estavam cumpridos apenas três minutos quando Marc Janko inaugurou o marcador. De regresso à titularidade, o avançado austríaco só teve de aproveitar as facilidades concedidas pela defesa sadina. Moutinho teve toda liberdade para planear o cruzamento, no lado direito, e depois Janko apareceu no meio dos centrais, a concluir de cabeça (Ricardo Silva ficou pregado ao chão). Uma jogada que começou num lançamento de Sapunaru e acabou no fundo da baliza de Ricardo, as duas principais novidades entre as opções iniciais de ambos os técnicos.

O experiente guarda-redes destacou-se ao minuto 21, a negar o golo a João Moutinho. Antes, porém, já a equipa visitante tinha reclamado uma grande penalidade, por aparente corte com o braço de Ricardo Silva, na área (9m).
Sem chama, e a revelar as debilidades que são conhecidas, o Vitória só esboçou uma reacção aos 23 minutos, com Meyong a cabecear ligeiramente por cima, após lançamento lateral de Ney. Mas três minutos depois o F.C. Porto aumentou a vantagem, aproveitando novo erro sadino. Amoreirinha errou um passe em zona proibida e permitiu a Hulk lançar Fernando em velocidade, para o segundo golo.

Um pequeno susto, logo contrariado
Depois de ter perdido Neca por lesão, ainda na primeira parte (entrou Gallo), José Mota decidiu trocar Djikiné por Rafael Lopes ao intervalo. A intenção era tornar o Vitória mais ofensivo, mas sem grandes efeitos imediatos. O F.C. Porto foi controlando as operações, já a pensar nas futuras batalhas, com Vítor Pereira a substituir Lucho, Hulk e Moutinho.
A equipa da casa só deu um ar da sua graça a quinze minutos do fim quando Meyong, de livre directo, reduziu a diferença com uma bela execução. Os adeptos setubalenses animaram-se, mas quatro minutos depois o F.C. Porto sentenciou o encontro, com um golo de Varela.

Sapunaru ainda esteve perto do quarto golo, neste regresso à titularidade, quatro meses depois, mas acertou na barra, a dois minutos do fim.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O FC Porto e a falta de argúcia e engenho, na gestão dos 90 minutos de jogo.

História;
Uma velha senhora foi para um safari em África e levou seu velho rafeiro com ela. 

Um dia, caçando borboletas, o velho cão, de repente, deu-se conta que estava perdido.
Vagueando sem norte, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu, e caminha em sua direção, com a firme intenção de conseguir um bom e farto almoço.

O velho cão pensa depressa (pois os velhos pensam depressa):

- Oh, oh! Estou mesmo enrascado! 
Olhou à volta e vê ossos espalhados no chão muito próximo de si. Em vez de se apavorar, o velho cão ajeita-se junto do osso mais próximo e começa a roer o mesmo, virando as costas ao predador, fingindo que não o tinha visto...
Quando o leopardo estava a ponto de dar o salto para o abocanhar, o velho cão exclama bem alto:
- Este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí? 
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um terrível arrepio na espinha, suspende o seu ataque já quase começado e esgueira-se na direção das árvores e pensa: 
- Caramba! Essa foi por pouco! O velho rafeiro quase me apanhava...! 
Um macaco, numa árvore ali perto, viu a cena toda e logo imaginou como fazer bom uso do que vira. Em troca de proteção para si, informaria o predador que o cão não havia comido leopardo algum...
E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cão vê-o a correr na direção do predador em grande velocidade e pensa: 
- Aí há marosca...
O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o acontecido e faz um acordo com o leopardo.  
O jovem leopardo fica furioso por ter sido enganado e diz: 
- Ó macaco, sobe para as minhas costas para veres o que vai acontecer àquele cão abusador...
Agora, o velho cão vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas e pensa rápido novamente:
- E agora, o que é que eu faço?
Mas em vez de correr (pois sabia que as suas pernas cansadas não o levariam longe...) senta-se mais uma vez de costas para os agressores, fazendo de conta que não os via... Quando estavam suficientemente perto para ouvi-lo, o velho cão diz:
- Mas onde é que anda aquele macaco? Estou a morrer de fome! Disse que me traria outro leopardo e até agora nada??? 

Moral da história: 
Não te metas com Cão Velho...
Idade e habilidade sobrepõem-se à juventude e à intriga. A sabedoria só vem com a idade e a experiência

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

FC Porto, e o pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.


Pau que nasce torto…tarde ou nunca se endireita…

Sobre Vítor Pereira e a sua gestão na atual equipa do FC Porto, com os seus desvaneios táticos e falta de pulso, acho que já não vale a pena escrever muito mais...

Quando se pensava que a coisa estava a encarreirar, existe sempre uma pedra, ou um contratempo a provocar, novo solavanco e desorganização, retrocedendo a equipa, ao ponto de partida de início de época.

A falta de pontaria, de lucidez e clareza nos objetivos, são algumas das "pechas" desta equipa de trabalho, e não só do seu treinador vigente.

Neste mundo competitivo, existem muitas equipas de trabalho, que só funcionam em harmonia e simbiose de interesses e objetivos comuns, quando acossadas do stress da vitória e pressionadas pela sede da conquista, sobre um inimigo imaginário.

Quando na gestão da vitória, ou quando se encontram num patamar superior ao dos seus inimigos ou concorrentes, revelam um deficit enorme na clarividência do rumo e objetivos, pois não sabem nem estão rotinadas na gestão do sucesso alcançado. Tem que destruir tudo, para qual fenix renascida, reerguer-se das cinzas da sua própria destruição, e novamente voltarem a resplandecer com o brilho das suas vitórias.

Este atual FC Porto, e na nossa modesta opinião, sofre deste caso patológico.

Após uns brilhantes primeiros minutos de jogo frente ao Manchester City, e que culminaram no golo simples e prático de Varela, tudo se complicou. A equipa desceu no campo e na ocupação de espaços, partiram-se as linhas, desorganizou-se no apoio próximo ao colega, e cada um dos meninos da frente, com especial enfoque em Hulk, tentou abrir o leque dos seu reportório técnico, abusando e de que maneira dos rodriguinhos e jogadas individuais.


As suas constantes reclamações a meio da primeira parte, a solicitar a bola ao Álvaro Pereira ou ao James, foram o tiro de partida para o que se avizinhava.

A escolha da via mais difícil para se chegar ao golo, parece que está demasiado enraizada no sistema de jogo desta equipa. Na 2º parte, Hulk, foi o mestre dessa gestão complicativa e artística, sem sentido objetivo. Quando o caminho mais rápido era progredir direto à baliza procurando isolar-se, escolheu sempre a contemporização, e a finta adornada, sobre mais um ou outro defesa, até perder a bola, para a equipa contrária.

Irritante, até para o mais sereno e sossegado dos adeptos azuis e brancos. Por isso e já nos últimos minutos de jogo, alguns assobios tímidos para a prestação deste jogador. Em comparação, veja-se o 2º golo do City. Simples e prático. O resto é conversa para boi dormir, ou nota artística para chiclete discutir.

Conclusão;

Pois é caro leitor, Varela ontem demonstrou que poderia ser um caso sério se lhe dessem essa oportunidade, pois para nós ele é muito melhor ponta de lança, do que algumas sagradas figuras que de azul e branco se vestem. O golo de ontem e o golo que marcou ao Benfica o ano transacto,  ou à Académica do diluvio, são bem elucidativos do nosso ponto de vista.

E meus amigos, de certeza que Vítor Pereira, não é assim tão vesgo, que não lhe reconheça o facto. 


Por não ter estatuto de estrela da companhia, nem fazer ondas nem publicitar os seus amuos, torna-se o elo mais fácil para o treinador escolher, aquando das substituições, pois este é chiclete e os outros são para vender, quais pães adocicados e fresquinhos.

James, Hulk e Lucho, adorados pela plateia assobiante do estádio do Dragão, e pelos Vip´s da comunicação social, que produziram eles de extraordinário, no jogo de ontem?

Parabéns à claque do Coletivo. Durante todo o tempo em que se desenrolou o jogo, foram inexcedíveis, com o seu fervor clubístico e o humor do homem do megafone. Mesmo quando a equipa se perdeu, nunca deixaram de manifestar o seu apoio à mesma. 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

FC Porto a complicar o que estava a ser fácil.


O FC Porto foi esta quinta-feira derrotado em casa pelo Manchester City FC, por 2-1, em partida referente à primeira mão dos 16 avos-de-final da UEFA Europa League.

Os "dragões" adiantaram-se no marcador sensivelmente a meio da primeira parte, através de um desvio oportuno de Silvestre Varela, mas o autogolo de Álvaro Pereira a abrir a etapa complementar e o tento de Sergio Agüero a cinco minutos dos 90 deixam o líder da Premier League inglesa em vantagem na eliminatória.

O respeito mútuo evidenciado logo após o sorteio desta fase de prova ficou bem patente na abordagem ao encontro desta quinta-feira, com os técnicos Vítor Pereira e Roberto Mancini a privilegiarem o meio-campo e a deixarem o ataque entregue a Hulk e Mario Balotelli, respectivamente. Bem mais pressionante, o FC Porto cedo começou a ganhar essa batalha, com o City a revelar-se incapaz de construir jogo ofensivo.

O domínio dos "dragões" produziu a sua primeira grande oportunidade de golo aos 15 minutos, quando um canto curto no lado esquerdo viu James Rodríguez cruzar para o cabeceamento de Rolando, valendo aos visitantes o alívio de Gaël Clichy quase em cima da linha fatal. Com Danilo de fora a receber assistência médica (o brasileiro saiu mesmo lesionado), o City aproveitou para efectuar dois remates perigosos no espaço de um minuto, com Micah Richards e Samir Nasri a testarem a atenção de Helton.

O FC Porto tremia, mas a resposta do detentor do troféu foi avassaladora e resultou mesmo no 1-0 aos 27 minutos. Lucho González desmarcou Hulk no lado esquerdo e o brasileiro cruzou na perfeição para o desvio na passada de Varela, de nada valendo o facto de Joe Hart ainda ter conseguido tocar na bola.

Até então imaculada na marcação, a defesa portista cometeu um erro dois minutos volvidos e permitiu que Balotelli se isolasse, mas Helton respondeu presente e deteve o disparo do internacional italiano. O lance despertou um pouco mais os "citizens" em termos atacantes, mas foi de Hulk o último remate antes do intervalo, com o esférico a sair por cima da barra.

O Manchester City regressou dos balneários determinado a marcar e esteve muito perto desse objectivo aos 50 minutos, quando Richards apareceu bem na direita e rematou ao poste, já de ângulo apertado. Mas o 1-1 acabou mesmo por surgir cinco minutos depois, com Álvaro Pereira a tentar impedir que a bola chegasse a Balotelli, após um passe longo de Yaya 
Touré, apenas para a desviar na direcção da própria baliza.

O momento de infelicidade do lateral uruguaio obrigava a sua equipa a partir em busca de, pelo menos, um golo que lhe permitisse encarar o jogo da segunda mão em vantagem, tendo Hulk cobrado um livre directo aos 61 minutos que obrigou Hart a uma defesa apurada.

O FC Porto não desistia de chegar novamente à vantagem, mas o City aguentou firme o assalto "azul-e-branco" e deu a estocada final aos 85 minutos, altura em que Yaya Touré revelou altruísmo e ofereceu o golo a Agüero (que tinha rendido Balotelli), que apenas teve de empurrar para o fundo das redes.