Os Invencíveis Azuis e Brancos: portugal

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Varela reacende aspirações de Portugal


Silvestre Varela saltou do banco para dar a primeira vitória a Portugal no Grupo B do EURO 2012 aos 87 minutos, quatro após ter entrado em campo.
Ronaldo podia ter arrumado com a questão a 12 minutos do fim, quando surgiu novamente isolado perante Andersen, mas voltou a errar o alvo à saída do guardião. E o castigo pelo desperdício veio logo a seguir. Jakobsen cruzou largo da direita e Bendtner não perdoou de cabeça. O camisola 7 de Portugal voltou a perder o duelo com Andersen num livre, mas Bento apostou em Varela e o dianteiro aproveitou um ressalto para facturar na área.
Silvestre Varela marcou a três minutos do fim e quatro após entrar em campo e deu a vitória a Portugal frente à Dinamarca, por 3-2, na segunda jornada do Grupo B do UEFA EURO 2012.
Dois golos de Niklas Bednter anularam a vantagem de Portugal - derrotado pela Alemanha na ronda inicial -, conseguida com os tentos de Pepe e de Hélder Postiga, mas o extremo saltou do banco para oferecer o triunfo à equipa de Paulo Bento, importante para manter intactas as esperanças de rumar aos quartos-de-final da prova, igualando os dinamarqueses nos três pontos depois de estes terem ganho à Holanda.
Varela do FC Porto a demonstrar que se encontra num excelente momento de forma, e a revolucionar mais uma vez o jogo de Portugal. Rui Patrício por sua vez, a acusar em demasia a sua juventude e inexperiência neste tipo de jogos, colocando a equipa de Portugal em constantes sobressaltos, principalmente nos cruzamentos adversários.

terça-feira, 24 de abril de 2012

No país que odeia vencedores


por PEDRO MARQUES LOPES
Jorge Nuno Pinto da Costa completou na última terça-feira trinta anos como presidente da mais bem sucedida instituição portuguesa da nossa história recente: o Futebol Clube do Porto.
Em nenhum sector de actividade uma organização conseguiu sequer aproximar-se do desempenho nacional e internacional do clube nortenho. Até o mais distraído dos cidadãos não ignora as sistemáticas vitórias do Futebol Clube do Porto no plano interno em todos os desportos profissionais ou semiprofissionais e os êxitos retumbantes a nível internacional. Desde 1964, o único clube de futebol português a ganhar provas europeias e mundiais foi o FC Porto. Ganhou sete, batendo-se de igual para igual com clubes representativos de cidades e países com muitíssimas mais capacidades financeiras e com uma capacidade de recrutamento de jogadores e treinadores quase ilimitada - não vale a pena perder tempo referindo os campeonatos e taças dentro de fronteiras, o espaço nesta página é demasiado pequeno.
A pergunta impõe-se: que empresa portuguesa, que instituição, foi a melhor da Europa, no seu ramo de actividade, por duas vezes ou, pelo menos, chegou perto disso nos últimos trinta anos? Pois...
Os sócios e adeptos do FC Porto, o desporto português e a comunidade portuguesa devem todos esses feitos a uma pessoa: Pinto da Costa. Claro que nenhum homem sozinho seria capaz de tão espantosa obra, mas foi, de facto, ele o grande motor, o grande líder duma das mais extraordinárias histórias de sucesso duma organização portuguesa.
Pinto da Costa é, sem sombra de dúvida, o mais brilhante gestor português e, no seu sector, um dos melhores do mundo, senão o melhor (é o presidente dum clube, no mundo inteiro, com mais títulos ganhos). Em qualquer país que não estivesse minado pela inveja, que não vivesse obcecado pela intriga e não odiasse vencedores, o presidente do FC do Porto seria um autêntico herói nacional. O exemplo de alguém que com parcos recursos, liderando uma organização originária duma região pobre da Europa, conseguiu, à custa de trabalho, capacidade de organização e uma dedicação sem limites transformar um clube como muitos outros num dos maiores do mundo seria estudado, promovido, glorificado. Não é em vão que por esse mundo fora o FC Porto e o seu presidente são homenageados e vistos como autênticos fenómenos. Mas, em Portugal, quanto maior for o sucesso, maior será o ódio, maior será o desprezo, e, claro está, Pinto da Costa é o alvo de toda a desconsideração, de toda a infâmia, de toda a calúnia.

Uma excelente e brilhante resposta contra tudo e contra todos os que tem feito tudo e mais alguma coisa, para manchar e estigmatizar o FC Porto clube a nível nacional e internacional.


From;
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2434862&seccao=Pedro%20Marques%20Lopes&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Melhor momento foi o título ganho na Luz, afirma Fucile.


Jorge Fucile está de partida do F.C. Porto. Embarca nesta quinta-feira para o Brasil, onde jogará no Santos por empréstimo. Chegou em 2006 e despede-se com onze títulos conquistados de dragão ao peito. Sem esconder algum emoção, em entrevista ao Maisfutebol, o uruguaio diz adeus ao clube, aos amigos e à sua casa em Portugal. Até breve ou até sempre.

O lateral perdeu espaço com Vítor Pereira e ficou dois meses na bancada. Sai para jogar mais, sabendo que foi decisivo no processo que trouxe Danilo para o Estádio do Dragão. Tem contrato até 2014 e será emprestado ao Santos até final do ano. No Verão, pode ser vendido pelo F.C. Porto.

Quatro campeonatos nacionais, três Taças de Portugal, três Supertaças e uma Liga Europa. Jorge Fucile despede-se da Invicta com a sensação de dever cumprido. Era o segundo jogador com mais tempo de casa, apenas superado por Helton.

Foram mais de 150 jogos em cinco temporadas e meia. Chegou por empréstimo do Liverpool de Montevideo e convenceu os portistas. Custou pouco mais que trocos. Agora, sai num empréstimo gratuito. De qualquer forma, ainda pode render milhões ao F.C. Porto.

No Brasil, Fucile ganhará até mais que no Dragão. A carga de impostos em Portugal é pesada e roubava quase metade do vencimento do jogador. Por lá, estará praticamente isento de descontos. Será o Santos a suportar o seu salário.
Ainda assim, enquanto faz as malas e encaixota as coisas acumuladas ao longo dos anos, o jogador não esconde alguma tristeza pelo adeus. Ou até já.
«Gostaria de ter ficado aqui para sempre. Como disse, tive muitos momentos de glória e conquistei coisas importantes», atira, já a meio da conversa com o Maisfutebol



Antes, Jorge Fucile fizera um balanço positivo da sua larga estadia em Portugal. «Creio que, de positivo, ficam os campeonatos e os títulos que conquistei, para além das pessoas, as amizades que fui construindo ao longo dos anos. Quero agradecer-lhes por me terem apoiado, nos bons e nos maus momentos. Agora, vou mudar de ares e vou atrás de outro futebol, de outro sonho, de outra passagem na minha carreira e espero ter êxito.»
«Conquistei muitas coisas, muitos títulos. O clube deu-me muito e eu também dei muito. Espero que os adeptos possam perceber que eu vivo disto, vivo do futebol, quero jogar e quero divertir-me. Nesta altura, não tinha essa possibilidade. Vou procurar agora isso no Santos, para também conquistar coisas importantes», rematou o lateral.

fonte;maisfutebol