Os Invencíveis Azuis e Brancos: real madrid

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Obrigado Presidente Pinto da Costa, por tantas emoções e vitórias.


Ao fim de 30 anos na presidência do FC Porto, Pinto da Costa engrossou o rol de conquistas do clube, colocando-o, sobretudo o seu futebol, num patamar de gestão desportiva tida por exemplar.

O foco da direcção do clube esteve apontado, na última das três décadas, para uma reestruturação de género empresarial, fazendo hoje sentido falar-se em “Grupo FC Porto”, tal a forma como as funcionalidades transversais se tornaram relevantes nos objectivos de todos os sectores do clube, da SAD do futebol às modalidades.

No capítulo desportivo, além de tornar o FC Porto o clube português com mais títulos, ultrapassou o recorde do espanhol Santiago Bernabéu, mítico presidente do Real Madrid, que venceu 16 campeonatos nacionais em 35 anos de regência, menos dois que os conquistados de Pinto da Costa em menos cinco anos.
Eleito pela primeira vez a 17 de Abril de 1982 e efectivamente mandatado nove dias depois, Jorge Nuno Pinto da Costa, de 74 anos, cedo começou a interessar-se pelo clube, até se tornar no seu 33.º presidente.Um foi mesmo motivo de polémicas à custa de uma edição em livro, que conta, na primeira pessoa, a versão da ex-companheira Carolina Salgado (“Eu Carolina”), e cujo conteúdo motivou uma investigação judicial por alegada falta de transparência no futebol e alegados contactos promíscuos com árbitros e outros dirigentes.

Saiu incólume dos vários processos da Justiça civil em que se viu envolvido, de 2004 a 2006, entre os quais o muito mediático “Apito Dourado”.
Hábil nas relações com os outros “grandes” e eficaz gestor no (e do) palco mediático, o actual presidente portista semeou ódios e amores durante três décadas, e comprou e vendeu “guerras”. Ganhou quase sempre.


A Pinto da Costa se deve a criação do troféu “Dragões de Ouro”, que consagra desportistas e personalidades ligadas ao FC Porto, e o empenho na implantação das Lojas Azuis e da Revista “Dragões”.
Em pleno momento de viragem no paradigma do “negócio” futebol, a 5 de Agosto de 1997, o clube torna-se o principal accionista da sociedade desportiva “FC Porto, Futebol SAD”, passo fundamental para os novos trilhos de gestão financeira e económica.
Pelo caminho, inaugurou várias “casas” do clube em Portugal e no estrangeiro, e publicou em 2005 a sua autobiografia, com prefácio de Lennart Johansson, na altura presidente da UEFA. O título, “Largos dias têm cem anos”, recorda a expressão utilizada em 1976 numa conversa entre amigos e que o lançou para o mandato mais longo da história do futebol português.

Principais conquistas do FC Porto durante os 30 anos de presidência de Pinto da Costa

Futebol
2 Taça dos Campeões Europeus/Liga dos Campeões, (1987 e 2004)
2 Liga Europa/Taça UEFA, (2003 e 2011)
1 Supertaça Europeia, (1987)
2 Taça Intercontinental, (1987 e 2004)
18 Campeonatos nacionais
12 Taça de Portugal
18 Supertaça Cândido de Oliveira
Andebol
6 Campeonatos nacionais
3 Taças de Portugal
Basquetebol
5 Campeonatos nacionais
11 Taças de Portugal
Hóquei em patins
2 Taça dos Campeões Europeus, (1986 e 1990)
2 Taça das Taças, (1982 e 1990)
20 Campeonatos nacionais
13 Taças de Portugal

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pinto da Costa considera saída de Villas-Boas um "erro"


O presidente do FC Porto considera que a saída do treinador de futebol André Villas-Boas dos “dragões” para o Chelsea foi um “erro” e prevê que José Mourinho permaneça no Real Madrid na próxima época.

“Villas-Boas saiu devido à enorme oferta do Chelsea. Ele foi-se embora a pensar que era uma oportunidade única, mas acho que foi um erro porque surgiram outras. Outra coisa que pesou imenso foi a dificuldade em igualar a vitória na Liga dos Campeões de Mourinho, em 2004”, disse o líder do clube portista, vencedor da Liga Europa em 2010/2011.

“Ele vai ter sucesso no Chelsea porque o seu contrato não é só por um ano. É preciso tempo para construir a sua própria equipa e não vai conseguir fazer isso enquanto houver jogadores, como já ouvi, que trocam mensagens com Mourinho”, adiantou o presidente do FC Porto.

“A única coisa que poderá prejudicar Villas-Boas é se a equipa for eliminada da Liga dos Campeões. Se deixar o Chelsea, vai ser o próximo treinador do Inter”, declarou Pinto da Costa, referindo o anterior percurso de Mourinho.

Por seu turno, sobre alguma contestação recente ao “Special One” na capital espanhola, o líder dos “dragões” prognosticou: “Mourinho vai ficar no Real Madrid na próxima temporada”.

Será que é mesmo assim, ou será alguma da “criatividade” de Pinto da Costa, para confundir quem segue o futebol?

Quanto a Villas-Boas, só nos resta afirmar o seguinte; "A pressa, é inimiga da perfeição e do sucesso".

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A razão de Vítor Pereira, na filosofia do Barcelona.


Para os mais distraídos nestas coisas do futebol, e que não se apercebem da movimentação dos jogadores, e do trabalho que estes desenvolvem, e que só resumem a disputa de um jogo de futebol, ao mero trabalho do árbitro ou do resultado que o jogo apresenta no fim, gostaria de lhes lembrar algumas considerações sobre o último jogo entre o Real Madrid e o Barcelona FC, com a vitória de 1-3 para os blaugrana.

Os equívocos sobre a forma e beleza de jogo que as equipas apresentam existem e por vezes são diametralmente opostas ao que na realidade as equipas executam como princípios de jogo. Por exemplo, um dos equívocos, é que o Barcelona, ou outra equipa qualquer do mundo, jogue pela beleza do jogo, ou para agradar ao seu público.Esse é um dos maiores equívocos que fazem a este Barcelona.

Quem o disser, e continuar a escrever "parangonas" de jornais, realçando o espectáculo e a beleza futebolística, ou anda distraído ou não sabe, o que é a competição, e os montantes financeiros que estão envolvidos nesta industria dos pontapés na bola.
Até nos conceitos de jogo, o Barcelona tem um rótulo equivocado, ao que realmente faz dentro do rectângulo das 4 linhas.

O que o Barcelona executa, e que é digno de admiração mundial, é na realidade diferente do que imaginamos. O Barcelona não joga o jogo pelo jogo, e nem defende que a bola seja para dividir entre os 22 jogadores que se encontram no terreno do jogo, e que emprestam beleza ao jogo, na disputa da mesma. 

O que o Barcelona faz, é precisamente o contrário, pois coloca as equipas adversárias em tantas dificuldades, dignas de se ter dó, completamente desfasadas da bola e dos espaços, numa confusão tal, que a mesma só é comparável ao de uma vitima que tenha sido recentemente atropelada, e ainda não tenha recuperado totalmente a consciência.

Uma equipa que apresenta em média uma posse de bola na ordem dos 60% a 70%, não é uma equipa democrática para o seu adversário. É uma completa e agressiva ditadura, na guarda da única bola em campo, pois só com ela é que se consegue vencer.

No último desafio no Santiago Bernabeu, poucos se aperceberam após a marcação do golo do Real Madrid, que Josep Guardiloa, se tenha dirigido calmamente à linha lateral, e tenha mudado o posicionamento de Busquetes, com este novamente a ser a pedra basilar da defesa, e do meio campo do Barcelona, em que comanda o primeiro momento de construção do jogo do Barcelona.

O posicionamento de Ozil do Real Madrid, mais junto a Benzema tinha sido uma surpresa que José Mourinho, lhe destinou para este jogo, e com a qual, o treinador do Barcelona não esperava receber.

Após esta mudança, muito ténue para olhos menos experientes, o Barcelona colocou-se com 4 defesas quando perdia a bola, passando somente a 3, quando na posse da bola, já que Busquetes em dupla função, avançava no terreno e juntava-se a Xavi, para ser mais um a dar maior poder ao Barcelona nessa zona do campo, ajudando Xavi, Messi ou por vezes Fabregas, ou Iniesta, a ultrapassar o muro Alonso, Diarra do Real Madrid, sem mudar o posicionamento dos restantes colegas.

Encostar Dani Alves como extremo, para que este não deixasse Marcelo subir e apoiar Cristiano Ronaldo no ataque, e com Iniesta no flanco contrário a dar muito trabalho a Coentrão, sem que este alguma vez tenha passado da sua linha do meio campo, foi meio caminho andado, para prender e amarrar metade da equipa do Real Madrid, no seu meio campo defensivo. 

Compreende-se que os olhos da crítica se tenham simplesmente concentrados no desvio de Alexis Sanchez para o lugar de ponta de lança, normalmente vago no sistema deste Barcelona de Guardiola. Mas já não se entende a  omissão do que foi preciso fazer para o permitir executar, e logo contra o ataque mais poderoso do mundo.

A dupla função que Busquetes desempenhou neste jogo, e em quase todos os difíceis jogos que o Barcelona enfrenta, tem sido a chave do sucesso desta enorme equipa, para um planeta já tão pequeno para o aclamar. 

Busquetes desempenha com mestria neste Barcelona, o que Guardiola fazia, quando era jogador de futebol do Barcelona, mas em que não tinha na sua equipa 4 fabulosos jogadores como Iniesta, Xavi, Fabregas e esse monstro Lionel Messi.

Para muitos senão a maioria, o Barcelona é ataque, golos, audácia, liberdade de movimentos, e tudo o que de maravilhoso o futebol tem.

Jamais alguém ousará afirmar, que este Barcelona, é acima de tudo, uma equipa muito bem trabalhada defensivamente, com automatismos bem vincados e disciplinados, sem vedetas de qualquer espécie, e em que se cumprem as instruções do líder à risca, e em que nas bolas paradas ou despejos para a área, ninguém dá pela presença de 7 jogadores de pequeno porte.

Se alguém pensa que este Barcelona é um paraíso de artistas, que pense um pouco e se recorde do que sucedeu a jogadores tão fantásticos como Quaresma e Simão Sabrosa, quando por lá passaram? 

A dispensa foi o caminho mais certo, porque este Barcelona, nunca foi um paraíso de artistas, pois não existe espaço para vagabundos dentro do campo, que só se preocupem em fazer o que lhes apetece, sem perceberem que esta equipa do Barcelona nada mais é do que a mais pura afirmação total de trabalho, da ordem e do colectivismo, em prol do resultado que é a vitória.

Nesta equipa não existem jogadores com atitudes como a que C. Rodriguez  do FC Porto, ainda recentemente teve, no último desafio entre o FC Porto, e o SC Braga, em que por desleixo e desinteresse no colectivo, não acompanhou o seu adversário, permitindo que este fizesse  o cruzamento para o 2º golo, do Braga.

Neste Barcelona, não cabem jogadores com este tipo de mentalidade, nem atitude competitiva.
Razão tinha Vítor Pereira em lhe ter chamado à atenção, porque o colectivo é mais importante que o individuo.
 Quem assim não o perceber, não terá sucesso no futebol do séc. XXI.