Hulk e Falcao, constituíram uma
dupla maravilhosa e histórica, que não tiveram paralelo na já longa caminhada desportiva
do FC Porto, já que os dois goleadores em conjunto, foram agressivamente letais,
para as defesas adversárias.
Esta dupla, passou a época de
2010-2011 a colocar a bola no fundo das balizas adversárias, assim como com a
mesma alegria, a festejar o sucesso do companheiro, o que também não é muito
comum, no mundo atual do futebol.
Para que no final ambos ficassem
contentes, o colombiano foi o rei dos marcadores da Liga Europa, e o brasileiro
da Liga Portuguesa.
Ao todo, esta dupla fantástica
foi responsável por 74 golos.
Houve colaboração e cumplicidade entre
ambos, na procura da obtenção dos melhores resultados quer em termos de equipa
quer em termos pessoais, que lhes permitiu entenderem-se às mil maravilhas.
Na atual equipa do FC Porto, com
qual dos jogadores Hulk poderia fazer uma parelha que lhe permitisse atingir o
sucesso, que atingiu com Falcao?
C.Rodriguez? Pelo pouco que tem
jogado, este necessita de marcar golos, para se afirmar em termos individuais, a
fim de poder melhorar a sua situação contratual, e tornar-se mais “vendável”, já
que está em fim de contrato.
Varela? Este desapareceu, e no
pouco que jogou, nem deu a marcar nem marcou.
Djalma? Igual a C.Rodriguez, pois
quer marcar golos de maneira a não ser descartado para o banco ou para a
bancada.
James? Por ser ainda muito jovem,
nota-se que também se quer afirmar, para melhorar o seu estatuto dentro da
equipa, de maneira a que se torne uma das escolhas naturais do onze principal.
Sintomático que na final da taça de Portugal do ano transato, tenha sido ele a
concretizar em quase todas as jogadas que Hulk desenvolveu.
Como se pode verificar, os
municiadores de jogo para o ponta de lança, atravessam todos uma crise de
afirmação, que lhes conduz a pensarem em primeira estância em termos individuais,
em vez de o fazerem para o conjunto. A todos estes problemas, acrescentamos a
ansia que se vive neste FC Porto, que o transforma no bulhão das entradas e
saídas de jogadores.
Por isso a questão do ponta de
lança continuará a subsistir venha o mais pintado que vier. Ou resolvemos muito
bem estes casos das linhas laterais, ou então continuaremos a viver desse
extraordinário jogador de nome Hulk, que viverá dos lances fabricados por si,
ou pelos seus companheiros da linha média, com preponderância para João
Moutinho.
Gerir egos, não é fácil. Que o
diga Villas Boas, e neste caso Vítor Pereira.
A rotação constante dos jogadores
acima mencionados, na ânsia de a todos agradar, é que conduziu à situação que o
FC Porto tem vivido, e que teve o seu expoente máximo no jogo da taça de
Portugal, contra a Académica.
Novamente como exemplo;
Como ontem referimos, para que
Messi, seja o supremo goleador e ganhe bolas de ouro, para além das suas
capacidades e veia goleadora que o têm, necessita que outro colega se
sacrifique e lhe conceda a preferência na concretização, não sendo
individualista nem guloso.
Por isso, e na nossa opinião, mais
do que Messi, quem deveria ter recebido a bola de Ouro deste ano, era Xavi,
pela sua capacidade nata de jogar, de criar jogadas de golo, e de ter o elevado
fair-play, de podendo arriscar no um contra um e marcar, conceder essa honra ao
seu amigo Messi.
Outro exemplo, e agora no FC
Porto;
Jardel marcou que se fartou no FC Porto,
porque Capucho e Drulovic, não se importaram de ser os seus escudeiros.
Isto
porque se calhar houve alguém na organização, que os deve ter mentalizado, valorizado
e acarinhado, para que o sucesso da equipa fosse alcançado.
De facto, a saída tardia de Falcao - é importante referi-lo - criou um problema complicado e que urge resolver. As alas até podem não estar bem, mas a Hulk falta aquele instinto que o Falcao, Jardel e até o Lisandro, tinham - saber aparecer, saber quando deviam ir ao 1º ou ao 2º post, tabelar, rodar, etc. No quadro actual e esse é que importa referir, o Incrível ainda é a melhor solução, mas contratar um avançado, com características ideais e fazer Hulk regressar à ala, é o caminho.
ResponderEliminarAbraço
Em termos de futebol, concordo contigo Vila Pouca. Mas em termos de "bulhão" de jogadores, o valor da clausula nunca passará se passar dos 40 a 50 milhões. É este o problema. Vamos ver o que o dia 31 de Janeiro nos reserva, já que a brincadeira ou folhetim das contratações deste ano, estão a ser demasiado complicadas, para uma organização que deveria funcionar como um relógio Suiço.
ResponderEliminarNeste campo, estamos a perder e de que maneira para o polvo do bairro do apagão.
Abraço