“Hulk à Bolt, deixa um rasto de amarelos e
vermelhos”. Foi assim que o jornal, Record, descreveu a exibição do brasileiro
na sua primeira visita ao estádio de Alvalade. Apesar de ter sido expulso, na
sequência de uma simulação, o Inv«crível mereceu uma oportuna comparação com o
fantástico velocista jamaicano, tal a potencia do seu sprint. Foram 70 metros
que o levaram desde o meio campo do FC Porto, até a área do Sporting, com os
estragos já referidos anteriormente. O vermelho foi arrancado a Marco
Caneira, ao passo que o Amarelo foi visto por Polga. O primeiro já deixou de
fazer parte da realidade sportinguista há muito tempo. O central pode ajustar
contas com o portista.”
Nesta pequena notícia, e depois de tanto
tempo passado sobre o dito acontecimento, ficamos ainda com a nítida sensação, de que
tudo se mantêm atualmente na mesma. Os que usam e abusam das pancadarias e obstruções, abaixo do permitido pelas leis normais do jogo, continuam a poder fazer o mesmo,
apesar dos jogadores mudarem de nome, mas não na forma de fazer ou obter as
coisas, mantendo o seu nível na mediocridade vigente e idolatrada por uma elite,
que só porque vive na capital de um reino passado, se acha acima dos
demais.
Hulk, esse continuou sereno e em crescendo, estravazando já os limites físicos e intemporais da história do futebol
português, colocando-se como o jogador mais precioso pelo que consegue realizar,
quer em jogadas individuais ou coletivas, quer nos inúmeros golos marcados com a
camisola azul e branca, acabando assim por ter a maior clausula de rescisão,
alguma vez vista por estas bandas.
Mas nesta pequena alusão a um acontecimento
passado, podemos prever com sobejada pontaria, o que veremos no próximo
sábado.
Hulk a querer fazer as suas belas jogadas e a ser
constantemente marcado e massacrado, pelos do costume, e com o árbitro a fazer
vista grossa. Mas se Hulk se queixar ou responder às constantes picardias, o
dignissimo juíz da partida lá estará, para solicito e sagaz, mostrar o devido
cartão pela falta de fair play do jogador brasileiro, não se coibindo caso as
coisas aqueçam contra os da casa, de vislumbrar o mais pequeno dos “chega para
lá”, para expulsar Hulk, ou um qualquer jogador de azul e branco
vestidos.
No jogo do próximo sábado, e na minha opinião,
decide-se o rumo do campeonato de 2011-2012. Este não será um jogo Sporting,
Porto, mas sim um jogo de um país exarcebado entre o verde e vermelho, contra
aqueles que apesar de constantemente perseguidos e enxovalhados, tem conseguido
ser os maiores vencedores de Portugal, e que não sendo devidamente reconhecidos
e respeitados internamente, o tem sido sobejamente reconhecidos a nível europeu
e mundial, pelos seus méritos desportivos e organizacionais.
Que Hulk e o FC Porto, estejam
psicologicamente bem preparados, para aguentar o ambiente nefasto que vai rodear
este jogo, quer fora quer dentro do campo, já previamente treinado, conforme se
viu no ultimo jogo em Alvalade contra o Marítimo, nos acessos aos
balneários.
Acima de tudo, que Hulk e o FC porto mantenham a
calma e a lucidez suficiente para se esquivar das provocações, pois em termos de
jogo jogado e de conquistas e vitórias, não existe comparação possível, entre
estas duas equipas.
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