
Facto;
Quando um dos sectores da equipa, está bem…é o outro que
vacila.
Tanta mudança na defesa, ou no meio campo, tem vindo a
originar estas exibições menos conseguidas, parecendo que a equipa está sempre
curta, não ocupando a totalidade dos espaços concedidos pelas equipas
adversárias.
Facto; O modelo táctico do F.C.Porto, é preferencialmente o 4-3-3, e
até a data o único utilizado durante os jogos realizados em 2011.
Teoricamente com dois laterais que podem dar profundidade à
equipa, mas , na prática os corredores não estão a ter o devido uso, que este
sistema permite.
As estatísticas provam, que os Dragões são apenas a sétima
equipa da prova com mais cruzamentos efectuados, (152 ) sendo suepradas, por
equipas como Académica, V.Guimaraes, V.Setubal e U.Leiria. Estes valores dão
que pensar.
Facto; 64% de posse de bola no último jogo, disputado em
Olhão.
Uma supremacia temporal, que não teve utilidade nenhuma, nas
acções ofensivas da equipa.
Facto; 79 bolas jogadas por Álvaro Pereira, que o tornou o
Dragão mais interventivo no jogo contra a Olhanense, ao longo dos 90 minutos.
Curiosamente os seus colegas da defesa Mangala e Maicon,
também foram os que mais lances disputaram, com 73 intervenções cada um.
Questiona-se; E Rolando? Foi um dos que menos transportou a bola.
Facto; 41 ataques pelo lado direito, que teve o central Maicon
adaptado a lateral, como um dos protagonistas. Engraçado que do lado contrário,
ou seja no corredor esquerdo e com Palito e James, só se iniciaram, 29 jogadas
de ataque.
Facto; Com 22 golos à 8 jornada, esta equipa é uma das mais
concretizadoras do historial do F.C.Porto.
Engraçado que muitos que opinam sobre tudo e mais alguma
coisa, nada mencionam ou lembram estes registos.
Facto; Quando a média de remates desta equipa anda pelos 20,
no jogo contra o Olhanense, o F.C.Porto só fez 11 remates à baliza, em que apenas 3, é
que levaram a direcção certa à baliza do guarda redes Fabiano. Não esquecer, que
um deles foi na marcação de uma grande penalidade.
Ora, é neste problema, falta de pontaria, que esta equipa
tem vindo a esbarrar nos resultados finais dos jogos que disputa. A falta de
confiança de alguns dos elementos da equipa, bem como a marcação cerrada movida a outros que tudo fazem
para aumentar o nº de remates à baliza, como seja Hulk, tem colocado um travão
à capacidade concretizadora desta equipa. Falta aqui um plano B, pois os treinadores
adversários já perceberam, como funcionam as movimentações dos nossos médios e
defesas laterais, bloqueando, precisamente os terrenos que estes pisam. Para
que este sistema não fique bloqueado como aconteceu em Olhão e na liga dos
Campeões contra o Apoel, falta nesta equipa um médio com as características de
Aimar ou Hugo Viana, e que não tenha medo de transportar a bola, fazendo a
ligação entre linhas, ou que se façam mais cruzamentos, ou passes longos. Tem a palavra o treinador Vitor Pereira.
Para mim, nesta função de ligação entre linhas, utilizaria o Sousa, como já o provou
na primeira parte do jogo contra o contra o Barcelona.
Resumindo; Depois de ver e ouvir tanta asneira pegada,
inclusive de doutos colunáveis, sobre as capacidades técnicas de Vítor Pereira,
bem como sobre a capacidade dos jogadores desta equipa, que tudo quase venceu
num passado recente, os números não nos deixam mentir.
São francamente mais positivos que no passado recente.
Quem quiser ter o trabalho de os consultar que os procure, e
os estude e depois sim, omita a sua opinião.
É tudo uma questão de pormenores, como seja utilização dos
cruzamentos, ou um médio tipo box to box, mais avançado na linha tradicional
que estes ocupam, no sistema 4-3-3 deste F.C.Porto, ou o apuramento da pontaria
de meia distância.
Como já se viu, jogos com 2 autocarros em frente à baliza, é
o que mais vai ser utilizado para parar este F.C.Porto.
Por outro lado, e para terminar com um pouco de humor; “Sei
que as dificuldades me ajudam a crescer, mas já estou batendo com a cabeça no
tecto”.
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