Foi um dos momentos mais vibrantes da história
das finais europeias e do futebol português: uma bola metida na área do Bayern
Munique, após jogada envolvente de Frasco, foi encontrar Madjer aparentemente
desenquadrado com a baliza.
Estava de costas, teria de fazer a rotação e
atirar, numa fracção de segundo, antes dos defesas bávaros lhe estorvarem a
acção. Mas o argelino, segundo ele mesmo disse, inspirado por Alá, resolveu
improvisar e num golpe de genialidade rematou de calcanhar, de primeira, sem
olhar. Um golo também de desprezo para com a sobranceria germânica. Para eles, a
final da Liga dos Campeões de 1987 seria apenas uma formalidade.
Este momento mágico aconteceu há 25 anos (faz
amanhã, dia 27 de Maio). Um quarto de século. No Estádio Prater, em Viena
(Áustria), FC Porto e Bayern discutiam a final da Taça dos Campeões (agora
Liga).
Após uma primeira parte em que os jogadores da
equipa portuguesa foram subjugados mais pelo medo do adversário do que pelo
futebol que jogavam (ao intervalo o Bayern ganhava por 1-0), a reviravolta
aconteceu a 13 minutos do fim, no referenciado lance genial de Madjer. Nessa
altura, o FC Porto já dominava claramente e, no auge do empolgamento, apenas
dois minutos depois do 1-1, Juary fazia o segundo, após mais uma excelente
jogada de Madjer. E a Taça dos Campeões veio para Portugal.
Entretanto e para manter a adrenalina e a
emoção a funcionarem, mesmo que seja a meio gás;
«Se não formos campeões, e mesmo que se ganhe
uma taça, a época futebolística é um desastre. É extremamente importante deixar
os rivais de Lisboa para trás. Fizemos isso este ano. Em Portugal festeja-se
cada título como se fosse o primeiro, apesar de o FC Porto ser um clube
bem-sucedido», comentou o avançado, antes de recordar a reta final da temporada,
que conduziu os dragões à revalidação do título.
«Logo depois de eu chegar perdemos com o Gil Vicente. Foi estranho encontrar um ambiente que não era o melhor mas, a partir daí, ganhámos quase todos os jogos do campeonato, empatando apenas dois, e conseguimos dar a volta à situação», referiu Janko, sublinhando que «no final, o campeonato ficou mais excitante de jogo para jogo».
«Logo depois de eu chegar perdemos com o Gil Vicente. Foi estranho encontrar um ambiente que não era o melhor mas, a partir daí, ganhámos quase todos os jogos do campeonato, empatando apenas dois, e conseguimos dar a volta à situação», referiu Janko, sublinhando que «no final, o campeonato ficou mais excitante de jogo para jogo».
Parte da entrevista ao site austríaco “Laola”,
protagonizada por Marc Janko em que destacou ainda a importância de o FC Porto
terminar o Campeonato à frente de Benfica e Sporting.
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