Partindo do princípio que as estatísticas valem o
que valem, e os números nelas constantes poderem ser utilizados para suporte das
nossas opiniões, ou para contrariar ou desmontar as dos nossos concorrentes,
vamos contudo e aproveitando esta oportunidade do seu estudo, dissertar sobre
uma comparação engraçada entre dois treinadores portugueses, que se encontram de
momento catalogados, entre o bom mestre e o mau vilão.
Assim e continuando a estudar e a comparar as
estátiscas apresentadas pelos dois clubes que lutam este ano pela primazia do
futebol português, ou seja o FC Porto e o clube da Luz, deparamo-nos com algumas
situações pouco divergentes e outras muito coincidentes.
Tendo em atenção essas situações coincidentes,
entre o FC Porto e o clube da Luz, ficamos perplexos, como podem apelidar um
treinador de incompetente, e promover o outro a mestre ou mesmo a guru da
táctica do futebol moderno, quando não existem razões tão evidentes que
demonstrem ou sirva de base a avaliações tão díspares entre ambos.
Na nossa opinião, existem determinadas situações
de jogo, que definem claramente o trabalho específico e a criatividade que um
treinador poderá oferecer, para o reforço da capacidade concretizadora de uma
equipa. Uma dessas situações de trabalho específico, e que no futebol moderno
tem vindo a ter cada vez maior influência para se obter o resultado final dos
jogos, é o aproveitamento que algumas equipas denotam, na cobrança de situações
de bola parada, ou seja cantos ou livres.
Olhando para os resultados que a equipa do FC
Porto apresenta até à data, em comparação com as do bairro da Luz, chegamos à
conclusão que ambas estão quase em igualdade pontual, neste item.
Mediante estes resultados, ou o treino que ambos
os treinadores devotam ao tratamento desta opção de jogo não é a melhor e a mais
eficaz, ou as equipas e concretamente os seus jogadores, ainda não conseguiram
introduzir e concretizar em jogo, as situações trabalhadas durante os
treinos.
A criatividade e a capacidade de inovar e melhorar
a execução destas oportunidades, potenciam e de que maneira, a vertente
goleadora de uma equipa, e acrescentam dificuldades defensivas superiores aos
seus adversários.
Por exemplo; É no fraco índice de concretização em
golos, que a equipa do FC Porto revela no aproveitamento da cobrança de cantos,
que na nossa modesta opinião, poderemos afirmar que a gestão de Vítor Pereira,
revela alguma incapacidade prática de resultados.
Como justificação para os fracos resultados
alcançados, poderíamos elencar muitos parâmetros condicionantes que podem estar
aqui em jogo, mas de certeza que a altura dos jogadores do FC Porto não é uma
delas, já que equipas mais baixas, conseguem valores de aproveitamento muito
mais elevados, que o FC Porto.
Hoje, e sabendo do fraco rendimento atual que a
equipa do FC Porto retira destas situações, as equipas adversárias até se podem
dar ao luxo de conceder facilmente cantos para melhor defenderem os caminhos
para a sua baliza, pois sabem que essa opção não lhes trará grandes
dissabores.
Urge assim e rapidamente, trabalhar no sentido
de acrescentar valor neste item à equipa do FC Porto, para que a mesma crie
dificuldades, retirando esta opção de defesa aos seus adversários e acrescentar
capacidade de concretização ao FC Porto, como mais um caminho possível a seguir,
para obter mais golos, e vencer os desafios com mais facilidade.
Para além dos números constantes nas estatísticas,
números esses que nos podem demonstrar muito das capacidades técnicas das
equipas, jogadores e treinadores, e por muito que este jogo seja pensado e
executado ao pormenor, existe e existirá sempre, a questão da sorte, bem como o
estado de espírito e paixão de alguns árbitros. São estes fatores que escolhem e
escolherão sempre um dos contentores em liça, para os cobrir com o véu da sua
glória, e assim o transformar em verdadeiro herói, deixando ao outro antagonista o
papel de vilão.
Contudo, e por mais que alguns o desdenhem, existe
uma verdade insofismável de combate a paixões e mesticismo da sorte;
Quem mais e melhor trabalha, normalmente está
mais perto, ou mais vezes alcança a vitória, e se coloca a coberto de
surpresas.
Quando se disputa o topo de qualquer competição,
qualquer discuido no tratamento de um ínfimo pormenor que seja, poderá fazer a enorme
diferença final, entre a derrota e a vitória.
A pontaria afinada, e o índice de aproveitamento
na cobrança de cantos, explicam e de que maneira, os 5 pontos de atraso que o FC
Porto levam, para o adversário que ocupa neste momento a primeira posição,
apesar deste também não possuir valores de elevada valia. Contudo, são ligeiramente melhores, que os do FC Porto
Boa análise!
ResponderEliminarhttp://seromaradona.blogspot.com/
Excelente artigo. Acho que o problema está na insistência nos cantos "à maneira curta". Eu sou contra os cantos à maneira curta, e essa teoria que desfaz a defesa à zona é muito bonita, mas também dificulta a colocação da bola na pequena área, permite que o fora-de-jogo seja facilitado à equipa que defende. O facto de até agora não termos um ponta-de-lança (o Kleber é avançado), e o Rolando ser o nosso central mais goleador (o que diz muito dos outros) também pode ajudar a justificar os números.
ResponderEliminarEsta opinião não obedece nem ao acordo ortográfico nem tem que ser aceite por todos.É a minha opinião e não está isenta de critica nem de desaprovação por parte de outros portistas. Um abraço
Saci Pereré...Felizmente existe uma infinidade de maneiras para se cobrar um canto ou um livre. O que vemos, é que o FC Porto e os outros pouco variam ou acrescentam de novidade. O FC Porto num jogo recente, teve 14 cantos, e marcou-os quase sempre da mesma maneira, e com zero de sucesso. Ou ao primeiro poste ou ao segundo. Nunca variou disto. Em 2004, num jogo em pleno estádio do Dragão, o FC Porto obteve um golo na cobrança de um canto, através de uma jogada copiada de outra equipa, que conseguia obter muitos golos dessa maneira.
EliminarSó não inova e não acrescenta variedade, quem não se quer dar ao trabalho de estudar e verificar o que de melhor os outros fazem, e aplicar o mesmo ao nosso grupo de trabalho.
Veja o primeiro golo do Barcelona ao Real Madrid na recente taça do Rei. Veja o 3 golo que o Manchester United marcou ao Chelsea, através de um dos homens mais baixos do plantel. Isto em cruzamentos por alto.
A movimentação na cobrança, é um dos factores chaves para o seu sucesso. Mas também o podemos efectuar, por cruzamentos rasteiro para a entrada da área, onde aparece um médio para o remate à baliza, ou por troca de bola entre dois elementos junto à bandeirola de canto. Tantas e tantas maneiras de se chegar ao golo, e ficamos pelas 2 mais fáceis.