Melhor era impossível. Que fantástica resposta
de Paulo Ferreira, às insinuações do anjo gaby, no panfleto da queimada. Na
defesa da honra e da sereidade do FC Porto, o que Paulo Ferreira hoje apresentou
na sua coluna de opinião, não deveriam cair em saco roto. Aqui fica na íntegra a
coluna de opinião de um homem com coragem para enfrentar este modo de vida que
asfixia a liberdade de um País, e principalmente de uma região tão castigada,
como é a região do Porto, bem como o FC Porto como símbolo maior.
"Não odeies o teu inimigo, porque, se o fazes,
és de algum modo o seu escravo". Lembrei-me desta frase do escritor argentino
Jorge Luís Borges quando, há dias, li a entrevista do diretor de Comunicação do
Benfica, João Gabriel, ao diário "A Bola". O fel que acompanha cada sentença de
João Gabriel não é novo - e não faz jus ao anjo que leva o mesmo nome, portador
de boas notícias, segundo a tradição.
João não é um anjo, nem um anjinho. É apenas
umas daquelas figuras cujo ódio se deve combater com o riso, por ser esse o
melhor antídoto contra a mais maliciosa verrina.
Na dita entrevista, João Gabriel repete os
argumentos antes usados por Jorge Jesus e António Carraça para justificar a
derrota do Benfica no campeonato: os árbitros estão "comprados", a classificação
está "aldrabada", o Benfica é perseguido pelas forças obscuras que tomaram de
assalto o futebol português, a contestação à estratégia benfiquista é manipulada
- e por aí fora, num conjunto de afirmações que têm como alvo o F. C. Porto e o
seu presidente, pois claro!
Nada disto seria relevante, porque repetitivo,
não se desse o caso de João Gabriel ter decidido tocar na honorabilidade de
pessoas com passado e presente incólumes, ao mesmo tempo que lança lama sobre a
Justiça, tratando juízes e magistrados como meros instrumentos de uma monstruosa
estratégia que, na sua cabecinha pensadora, pretende, tão-só, prejudicar o
Benfica. Uma instituição prestigiada, centenária, responsável e de bem como é o
Benfica não pode dar-se ao luxo de passar por esta vergonha. Acho eu.
Como pode alguém com uma tão baixa posição na
escala de responsabilidades do Benfica dizer que homens como Miguel Sousa
Tavares e Rui Moreira são intimidados e coartados na sua liberdade por
discordarem, nos artigos que escrevem, das opções do presidente ou do treinado
do F. C. Porto? Como pode o pensador Gabriel dizer que a verdadeira culpada pelo
F. C. Porto ter ganho oito campeonatos nos últimos dez anos é a Justiça, por não
colocar na cadeia Pinto da Costa, o malfeitor dos malfeitores que acabou com a
hegemonia encarnada?
Atenção: João Gabriel podia muito bem estar a
expender apenas as suas doutas opiniões. Não está. A entrevista foi concedida na
qualidade de diretor de Comunicação do Benfica. O que significa que, até prova
em contrário, o presidente do clube assina de cruz tudo o que João Gabriel ali
disse. A instituição Benfica não merece que manchas destas se abatam sobre
si.
O ódio tapa as vistas à razão. E, como lembrou
Borges, transforma quem odeia em escravo do odiado. Mais do que o maior ou menor
profissionalismo desta ou daquela gestão, mais do que a sorte ou o azar neste ou
naquele jogo, nesta ou naquela época, talvez isso explique por que razão anda o
Benfica, há tantos anos, literalmente atrás do F. C. Porto.
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