O P. Ferreira publicou esta terça-feira uma
fotografia de Luisinho, na enfermaria da Mata Real, na qual se notam várias
marcas na perna do lateral-esquerdo e cuja foto foi acompanhada de um comentário
no qual se recorda a entrada, dupla pisadela, de Bruno César.
«Luisinho ficou no departamento médico a fazer tratamento, vítima da entrada de Bruno César no jogo de domingo... partida em que o FC Paços de Ferreira teve dois atletas expulsos e que não vão poder jogar na próxima jornada...», escreveu-se na página do clube na referida rede pessoal.
A resposta da Liga e da FPF a estas
situações;
O mapa de castigo da 22ª jornada, divulgado
nesta terça-feira pela Liga e pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa
de Futebol, permite concluir que a expulsão de Ricardo, no P. Ferreira-Benfica,
se deveu à entrada sobre Bruno César.
O árbitro Bruno Esteves exibiu o cartão
vermelho ao central pacense ao minuto 88, por indicação do
árbitro assistente Venâncio Tomé. Na altura ficaram dúvidas se a decisão tinha
sido motivada por uma falta sobre o adversário ou eventuais palavras dirigidas
ao árbitro assistente. O comunicado desta terça-feira enquadra a suspensão de um jogo no artigo 124.1
do Regulamento Disciplinar, que determina que «o jogador que praticar
para com o adversário jogo violento é punido com pena de suspensão de 1 a 4
jogos e multa de 250 a 2500 euros». Nesse mesmo ponto esclarece-se que
a prática de jogo violente corresponde a «entrada física ao corpo do adversário
que, ainda a pretexto de disputa de bola, coloque em risco a integridade física
desse adversário.
As nossas conclusões a mais um caso da bendita
verdade desportiva;
Afinal pisar o adversário e deixa-lo no estado
que a foto o demonstra, não é tão perigoso nem sancionavel, como a atitude do
jogador do Paços de Ferreira que demonstrou intenção (?) de acertar no jogador
do Benfica, mas sem o efetuar propriamente. Para estas aves raras de galinheiro,
pisar e voltar a pisar intencionalmente o adversário quando este se encontra no
chão, é permitido desde que o jogador não tenha anteriormente demonstrado a
intenção de o fazer.
Quer dizer; A intenção é um ato bárbaro e
sancionável, mas a ação em si, já é desculpável? Mas estes tipos são chalados da
mona, ou pensam que os outros são todos idiotas e tontos como eles? Já sei…é
esta a verdade desportiva que tanto adoram. É como aquela em que um jogador
corta o movimento da bola com a mão dentro da área e, não contente pois a bla
poderia fugir para o adversário que se encontrava por perto, volta a acariciar
a bola com a outra mão, para que a mesma lhe caia nos pés, e nada de
consequências.
Mais uma vez, o lance foi ajuizado por um
predestinado árbitro, qual adivinho que lê a mente dos jogadores de futebol et
voilá; Não teve intenção de o fazer!
E sabem porquê? Porque os jogadores que usam a
camisola de um determinado clube, nunca mas por nunca, tem intenção de jogar a
bola com as mão, ou agredir selvaticamente os seus adversários.
Não era preciso esperar pelo relatório do
árbitro, para ver o que iria acontecer. Bastou ver a repetição do lance na TV,
onde se percebe claramente o famoso árbitro assistente a dizer: "é falta para
vermelho" ao arbitro principal. Espetacular o nível destes árbitros que
conseguem prever as intenções mesmo que os jogadores não toquem nos seus
adversários e vai dai; " pega lá um vermelho direto, porque eu sei que o que
querias fazer era aleijar o gajo da dita camisola". A sorte do futebol
português, é haver estes fiscais de linha que tiraram um curso com a Maya e
conseguem fazer previsões e futurologia num curto espaço de tempo. Será que eles
também saberão ler nas estrelas, e já sabem quem é o campeão?
Mas o mais caricato disto tudo, é que os tipos
que deveriam ser isentos e esclarecidos na análise e determinação dos castigos,
sancionam na mesma o que o árbitro escreveu, mesmo havendo imagens claras que
comprovam o contrário. Porque será?
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