A caderneta de cromos ganhou vida. Na página
um, Vítor Baía voa para a direita e agarra com as duas mãos um pontapé violento
de Pablo Alfaro.
É só avançar umas folhas e chegar ao desvio de Rui Barros para
golo. Com a cabeça, no alto do seu 1,58 metros! E se saltarmos diretamente para
o fim, sabemos que nesta viagem do tempo, ao coração dos 80s e 90s, o F.C. Porto
derrotou o Sevilha por 8-6.
Se é de energia, caráter e amor pela causa que o
F.C. Porto de Vítor Pereira precisa, então o plantel devia programar rapidamente
uma visita de estudo a esta Liga Fertiberia.
Um campeonato de tons vintage,
assumidamente nostálgico, apaixonante, capaz de atirar com o passado para a
frente dos nossos olhos. Uma espécie de museu vivo.
Horas antes dos dragões
do presente jogarem na Choupana, estes monstros sagrados deram uma lição de
crença e ardor. Ah, e qualificou-se em grande estilo para a próxima fase. Rugas,
cabelos brancos, barriguinhas protuberantes? Nos cromos desta caderneta não há
quem se lembre disso.

Pois não poderia ser outro, que não o Fernando
Couto. Entrando em campo, colocou em sentido os jogadores Espanhóis, com a sua
fibra e garra, de quem disputa cada lance como se fosse o último possível.
Que
exemplo vivo para alguns dos atuais jogadores da equipa principal.
É favor
tirar umas horas e deixarem-se envolver pela mística desta equipa do Porto
Vintage.
Merecem todos e mais alguns elogios pelo que hoje ofereceram ao vasto publico que disse presente no Dragão Caixa. Obrigado pelo belos momentos, e pelas excelentes recordações que nos ofereceram.
Merecem todos e mais alguns elogios pelo que hoje ofereceram ao vasto publico que disse presente no Dragão Caixa. Obrigado pelo belos momentos, e pelas excelentes recordações que nos ofereceram.
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