Depois da jornada de futebol deste
último sábado, gostaríamos de referir algumas considerações, sobre as incidências
e peripécias resultantes de alguns dos jogos, deixando já bem claro que se
calhar as mesmas resultaram inconscientemente do que se passou em termos de jogo
jogado no desafio da 6ª feira passada, entre o F.C.Porto e o Vitória de
Setúbal.

O que vamos referir é o surreal e o lírico da situação, em que no final do jogo
o treinador da equipa da Luz, Jorge Jesus, vem a terreiro e a plenos pulmões afirmar com toda a sua convicção característica «Não foram três, foram quatro
penáltis!» e após tão convincente afirmação, parte para a sua explicação sobre
tão perfeita contabilidade que resume a sua visão dos 90 minutos de jogo; «Houve
quatro penalties, três marcados e um que não foi. Há um cruzamento do Emerson em
que a bola bate no braço do Alex. Os outros três são grandes penalidades, já
tive oportunidade de os ver. Acontece muitas vezes quando os defesas se encolhem
ou quando põem a mão na cara e a bola vai lá. O Duarte Gomes esteve bem. Um jogo
não tem muitos ou poucos penáltis, tem aqueles que acontecerem. Se alguém tem
de reclamar é o Benfica porque havia quatro grandes penalidades. Se calhar,
daqui a um tempo, a equipa técnica do Guimarães vai perceber que foram
quatro»
Bom, mas o mais engraçado desta
situação, é que a equipa adversária reagiu no sentido contrário, e para
demonstrar a sua competência sobre o assunto, lá veio o Presidente do Guimarães,
metendo o nome do F.C.Porto ao barulho, no sentido de reforçar o quanto tinha
sido prejudicado, retorquir que o campo foi demasiado inclinado a favor da
equipa adversária do Guimarães, com a brilhante afirmação:
«Foi demasiado
tendencioso. É lamentável tudo o que se passou. Já no primeiro jogo houve um
penalty que não existiu. Desta vez tivemos dois penáltis inexistentes. Temos
andado calados, mas vamos começar a ver as coisas de outra maneira. Contra o
F.C. Porto foi como foi, e agora voltámos a ser prejudicados. É mau de mais para
ser verdade.»
Resumindo, enquanto os vencedores e com
receio do reforço da distancia para o líder do campeonato que neste caso é o
F.C.Porto, agradece e reforça o papel desempenhado pelo árbitro, já que em 3
situações conseguiram marcar 2, que lhes permitiu vencer o adversário por 2 a 1,
os vencidos reforçam e apelam ao sentimento anti-F.C.Porto, para clarificar o
quanto foram prejudicados pelo árbitro. O hilariante da situação é que ambas as
equipas se socorrem do papão F.C.Porto para justificar as incidências do jogo,
sendo elas a favor ou contrárias, ao resultado final.
Na nossa modesta opinião, o culpado do
desnorte que se viu quer no jogo do Benfica – Guimarães, quer no jogo Paços de
Ferreira – Sporting, em que os de verde e branco recuperam em 20 minutos de jogo
de uma situação desfavorável de 2-0 para 2-3, após a expulsão forçada de um
jogador do Paços, é mesmo do F.C.Porto e dos seus 45 minutos finais contra o
Vitória de Setúbal.
Para quem tanto apregoou e chorou que o
F.C.Porto sem Falcao, seria um alvo fácil de abater, deve ter ficado espantado e
nervoso, por aquilo que a equipa do F.C.Porto, fez nos desafios contra o Leiria
que jogou mais a frente e levou 5, e contra o Vitória de Setúbal, que mesmo
estacionando o autocarro de 2 andares em frente a sua baliza, levou 3, mas que
poderiam ser 6. Ainda mais nervosos e atarantados devem ter ficado, após o
visionamento da obra prima que foi o 2º golo do F.C.Porto, contra o V. Setúbal,
que aqui deixamos em “desenho”. Se os resultados deste fim de semana, não fossem
positivos para os 2 grandes de Lisboa, então é que seria um berreiro em toda a
comunicação social, com a afirmação de que o futebol português estaria pelas
ruas da amargura.
Vamos acompanhado as cenas dos próximos
capítulos, desta liga 2011-2012, esperando voltar a ter momentos brilhantes e
momentos cómicos, que nos farão sorrir a bom sorrir, com situações rocambolescas
e hilariantes como vimos neste sábado passado em alguns dos jogos. Até lá deliciem-se com a obra prima do 2º golo do F.C.Porto, primeiro de El Bandido, contra o Vitória de Setúbal. É com lances destes, que os clubes enchem estádios em tudo o mundo.
Sem comentários:
Enviar um comentário