
Este fundo, tem sido actualmente um dos parceiros mais importantes para o FC
Porto, sendo detido pela empresa MNF Gestão de Activos.
O Soccer Invest, foi reconhecido como um fundo importante na estratégia do FC
Porto, quando em Agosto último se soube que detinha 37,5% do passe de João
Moutinho, que como se sabe é um dos jogadores mais importantes na equipa
principal de futebol.
Recentemente a Soccer Invest, pagou mais de 700 mil euros por 11% dos
direitos económicos de Iturbe, quando já detinha por 600 mil euros, 15% dos
passes dos jogadores Castro e Ukra, ( jogadores cedidos pelo FCPorto, ao
Sporting de Gijón e ao SC Braga) e mais 500 mil euros por 25% do passe de
Fucile.
A Soccer Invest torna-se assim num parceiro importante para a estratégia da
Sad do FC Porto, apesar desta última desmentir que existe uma colagem do FC
Porto, aos fundos que quer o Benfica através da Satrs Fund, quer o Sporting com
o seu fundo a Portugal Fund, utilizam.
A empresa que gere o Soccer Invest Fund, tem como administrador uma antigo
membro da assembleia geral do Sporting, João Lino de Castro, conforme se pode
comprovar no site da MNF, e nas informações que esta presta à CMVM.
A necessidade de liquidez que os principais clubes de futebol, tem vindo a
demonstrar, é sustentado por este aparecimento destes Fundos.
Como exemplo desta situação, o FC
Porto negociou recentemente com um fundo ainda não declarado, a cedência de 30%
do passe de Kléber, bem como 10% dos passes de Defour e de Mangala.
De notar que estes fundos já avaliam o passe de Juan Iturbe em mais de 7
milhões de euros, sem que este jogador argentino, tenha ainda efectuado qualquer
jogo no campeonato nacional, pois só efectuou um jogo pelo FC Porto e para a
Taça de Portugal, onde se lesionou num cotovelo.
Pelos vistos, o aparecimento destes fundos que germinaram que nem cogumelos
pelas diversas Sad´s dos clubes mundiais, está para durar, com intervenções
directas em transferências, cedências e vendas de percentagens de passes, a
mudarem constantemente de mão, com as consequentes complicações a estenderem-se
na utilização dos jogadores, para uma correta gestão das principais equipas de futebol.
Como se explica então, a não utilização de Iturbe, que foi adquirido com
pompa e circunstância pelo FC Porto, num único jogo do campeonato nacional de
futebol, a não ser por estas negociatas extra futebol?
Estas estratégias de engenharia financeira, que por um lado libertam rapidamente alguma
liquidez aos clubes, podem contudo e a breve prazo, asfixiar completamente o
surgimento espontâneo de algumas futuras estrelas de futebol, que não tenham
sido objecto de compra de um qualquer fundo de investimento mundial.
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