A atitude competitiva que o FC Porto, empregou no
desenrolar da primeira parte, também não ajudava a criar desequilibros na
defensiva do Leiria. Só Hulk aqui e ali, acelerava o jogo, mas sempre a falhar
no último passe, demonstrando que a equipa começava a sentir a tremura e falta
de confiança provocada pelos assobios de ansiedade, que vinham de alguns
desesperados que se encontravam na bancada. Isto de jogar depois do adversário tem destas coisas. Aguenta coração!
Para nós, Moutinho foi também um dos homens do jogo, pelo que
correu, desmarcou ou executou, na procura de espaços para o golo.
Para muitos contudo, James Rodriguez foi o melhor
em campo, pela meia hora que jogou, tendo imprimido um ritmo mais animado, quer
no campo, quer no apoio dos adeptos à equipa do FC Porto. A entrada de James, deu à equipa as
soluções que ela não tinha, ou seja criatividade e alguma velocidade. As suas
movimentações interiores, provocaram muitos desequilíbrios, onde o Leiria estava
apostado em cortar todos os caminhos para a sua baliza.
A entrada de James, veio
dar ao flanco esquerdo, a criatividade e ritmo que a equipa do FC Porto, só
demonstrava pelo flanco direito. A equipa do Leiria, passou então a ter que se
desdobrar entre os dois flancos, o que permitiu abrir espaços no meio da sua defesa, por onde
passaram a entrar Lucho e Moutinho no apoio aos avançados. Faltou a equipa ter
uma atitude ainda mais competitiva, para que na utilização dos flancos e
posteriores passes para trás para a entrada da área, tivesse dado um colorido
mais volumoso ao resultado final do desafio. E isto, também porque o guarda-redes do
Leiria, o melhor jogador em campo, estava a demonstrar uma grande coragem e
qualidade na saída dos postes, eliminando os cruzamentos para a sua área.
Contra equipas que fecham os espaços junto à
baliza e ainda por cima se colocam todos atrás da linha de bola, o que Hulk, fez
na jogada do primeiro golo, e que Lucho desperdiçou, sendo aproveitado por James
para recarregar e marcar o golo, deveria ser colocado em prática mais vezes.
Essa é uma das chaves para permitir a entrada dos médios e o remate de frente
para a baliza, com o avançado a fazer o seu trabalho, arrastando um defesa com a
sua movimentação na diagonal.
Não gostei das novas movimentações constantes de
Janko ao 2º poste. A equipa ressente-se e de que maneira, pois os cruzamentos
acabam invariavelmente na cabeça ou pernas, dos defesas centrais adversários. Um
verdadeiro ponta de lança, e ainda por cima com a altura que Janko tem, deve
antecipar-se, e não esperar ao 2º poste que toda a gente falhe e o mesmo possa
encostar. A mesma situação se aplica nos cantos.
Novamente 15 cantos para nada. O FC Porto tem que
melhorar o seu índice de aproveitamento destas situações. Ainda ontem se viu
que o Leiria quando pressionando na sua defensiva despachava bolas para a linha
de fundo, porque sabe que não terá complicações.
Engraçado, que na cobrança de uma falta junto à
linha lateral, lá existiu um cruzamento com conta peso e medida para marca de
penalidade, e não para o primeiro poste, com Maicon a facturar, numa excelente
cabeçada.
Resumindo, bom jogo e boa resposta da equipa do FC
Porto, querendo demonstrar que vamos ter equipa para lutar até ao fim, por este
competitivo campeonato, mostrando já alguns pormenores excelentes em termos de
movimentos atacantes, entre Lucho, Hulk, Moutinho, Palito, James e Janko, com
Danilo a reforçar o seu crescendo em termos de rapidez de execução.
Opiniões de V.P.; Janko; "Tem uma excelente movimentação, é um jogador típico de área, um grande reforço para o FC Porto. É evidente que também há bolas divididas e que ele não vai fazer golo, de cada vez que chegar ao esférico.Mas tem boa leitura de jogo e o entendimento ainda vai melhorar. Naquilo que ele mais diferença faz, é em tentar chegar sempre primeiro".
"Notei a preocupação de Hulk e Lucho de se entenderem, de jogarem um com o outro, revelando grande respeito mútuo."
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